Edição Atual | Edições Anteriores | Revista Século | Expediente | Fale Conosco quarta, 22 de agosto de 2001

Século Diário

Primeira Página

Colunistas

Opinião

Caderno 2

Augusto Ruschi

Reportagens Especiais

Partidos do ES

Mosteiro Zen

Folclore do ES

Etnias do ES

A Saga Negra do ES

Veículos

Bichos do ES
 

Eucalipto causa impactos sociais e ambientais desastrosos

Isaumir Nascimento
O seminário do eucalipto está sendo realizado
no Centro de Convenções de Vitória

Ubervalter Coimbra
O plantio de eucalipto e do pinus em grande escala não reduziu a erosão; a monocultura substituiu a mata nativa e o emprego dos venenos agrícolas contaminou o ar, a terra e o ar. Estes foram alguns dos resultados do plantio destas espécies de crescimento rápido no Chile, segundo o pesquisador daquele país Rodrigo Catalan Labarias, do Fundo Bosque Templado. Ele participou do painel "O eucalipto e a agenda XXI (Biodiversidade, Precaução, Mudanças Climáticas)".

O eucalipto causou ainda enorme impacto social no Chile, tomando terras que antes eram destinadas ao plantio de alimentos por agricultores e indígenas. Alijados de suas fontes de produção no campo, eles só tiveram um caminho: migrar para as cidades, onde não encontram trabalho. O plantio de eucalipto aumentou a concentração de renda: os lucros ficam nas mãos de apenas quatro grupos chilenos e vai para as multinacionais.


Rodrigo Catalan apresentou seu trabalho nesta quarta-feira (22), às 8h, no Seminário Internacional Sobre Eucalipto e Seus Impactos. O encontro foi organizado pelo deputado Nasser Youssef (PPS), presidente da Comissão de Agricultura e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa. Ele será concluído nesta quinta-feira (23) e seus resultados devem embasar os deputados para a manutenção ou derrubada do veto do governador José Ignácio Ferreira à lei que disciplina o plantio de eucalipto no Estado.

Mais de 45% do plantio no Chile foi em terras antes ocupados pela floresta temperada, um rico ecossistema que está sendo destruído. Naquele país o plantio de pinus e eucalipto, em escala comercial começou em 1974, na ditadura do general Augusto Pinhochet. São 2 milhões de hectares de plantio, dos quais o pinus representa 75% e o eucalipto 17%. Essa espécie vem aumentando sua proporção no plantio.

Este plantio em escala permitiu aumentar as exportações chilenas e o setor de celulose responde por 12% do comércio exterior, sendo o terceiro setor exportador. A riqueza que gerada por estes plantios foram primeiro para grupos nacionais chilenos, depois para multinacionais.

Já os custos ambientais e sociais foram assumidos pelas comunidades camponesas e indígenas. A água, o ar, as florestas - plantadas ou não - estão sendo impactadas pelos venenos agrícolas, herbicidas e pesticidas. Os trabalhadores rurais não têm sua mão-de-obra empregada nesta área, pois são substituídos por profissionais treinados para determinadas tarefas. Mas o país passou importar até o trigo.Os municípios que mais têm suas áreas territoriais ocupadas por estes plantios são os mais pobres.

Rodrigo Catalan assinalou que o plantio de eucalipto e pinus no seu país não pode servir de modelo, como querem por exemplo o Peru e o Equador, considerando os custos sociais e ambientais que provoca.

Leia também:
Plantios têm paralelos no ES e Chile
Eucalipto causa perda da biodiversidade


Primeira Página | Colunistas | Opinião | Caderno 2 | Augusto Ruschi | Reportagens Especiais | Partidos do ES
Mosteiro Zen | Folclore do ES | Etnias do ES | A Saga Negra do ES | Veículos | Bichos do ES
Edições Anteriores | Revista Século | Expediente | Fale Conosco

Século Diário responde pelo que publica: redacao@seculodiario.com - (0xx27) 3325-4337
Século Diário Copyright© 2000 - 2001. Design by Gustafah Copyright© 2000 - 2001. Todos os direitos reservados.
Proibida sua reprodução total ou parcial.
www.seculodiario.com