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Arma usada na morte de advogado pertence a PM

Michelle Rocha
A arma usada para assassinar o advogado Joaquim Marcelo Denadai, em 15 de abril, pertence mesmo ao cabo da Polícia Militar, Luiz Cláudio da Silva, preso três dias depois do crime junto com Salomão Vidigal de Souza, o Muca, e Silvio Romero Barcelos Junior, o Carioca. A confirmação partiu do delegado Sérgio Mello, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, nesta segunda-feira (13), ao divulgar o resultado do exame de microcomparação balística feito no revólver calibre 38, de propriedade do cabo Luiz Cláudio.

O delegado fez questão de reafirmar que o Gol CLI branco, placa MRQ-2158 (Cachoeiro de Itapemirim), do soldado da PM, Dalberto Antunes da Cunha, foi o veículo utilizado pelos criminosos após o assassinato. Segundo Sérgio Mello, os suspeitos plantaram um carro idêntico para confundir a polícia, mas o insulfilme e o reboque recém instalados, além da pintura nova da placa, denunciaram a suposta armação para inocentar o soldado no crime. Dalberto da Cunha, afastado há quatro anos do 9° Batalhão (Cachoeiro) por licença médica, foi preso no dia 19 de abril, ao se apresentar na DHPP como dono do Gol, já que existia um mandado de prisão contra ele.

Outro dado que a polícia tem evitado comentar é a ligação do empresário Victor Sarlo Wiken Júnior com a Scuderie Le Cocq. A organização seria o braço do crime organizado no Espírito Santo, de acordo o Ministério Público. A informação foi divulgada pela revista "Época" desta semana. A reportagem informa que Victor Sarlo Júnior é o associado de número 510.

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