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Século Diário
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"O crime organizado está infiltrado na polícia",
diz irmã de advogado
| Isaumir Nascimento |
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| Uma das faixas de protesto na porta da reitoria da Ufes, local da reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa
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Michelle Rocha
"O crime organizado está infiltrado até mesmo dentro da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A apuração do crime contra o meu irmão mostra a fragilidade da polícia", afirmou a advogada Maria Aparecida Denadai, irmã do advogado Joaquim Marcelo Denadai, assassinado no dia 15 de abril, na Praia da Costa, em Vila Velha. A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira (5), na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Nesta quarta, o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) se reuniu no auditório da reitoria da Ufes, para discutir a intervenção no Estado. Na porta da reitoria, manifestantes penduraram faixas de protesto. O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rubens Approbato, disse perceber no Espírito Santo que acontecem muitos crimes onde existe o que ele chama de "escamoteação da verdade".
"A clonagem do carro e o sumiço do HD do computador do advogado são indícios de que a verdade está escondida", avaliou Rubens Approbato. Ele também não descartou o envolvimento da Polícia Civil no assassinato.
A família Denadai pediu apoio aos segmentos da sociedade contra o crime organizado e a violência no Estado. "O crime organizado está entranhado no Legislativo, Judiciário, Executivo e em setores empresariais", alegou Maria Aparecida.
Além disso, a advogada distribuiu um manifesto chamado "Os crimes da máfia do Caderno Dois", onde a família acusa a cúpula da sociedade capixaba, que tem por objetivo o assalto aos cofres públicos.
| Diana Fernandes |
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O vereador Antônio Denadai (PTB/foto), afirmou que a intervenção tem que acontecer porque o governo "perdeu o controle sobre o crime organizado no Estado. Por exemplo, a juíza Maria Cristina Capanema não decretou a prisão dos quatro envolvidos na morte do meu irmão por medo", afirmou.
Maria Aparecida disse que o sumiço da memória do computador aconteceu na delegacia. "E não no escritório do meu irmão". Para o procurador do Estado, Flávio Nogueira, o HD teria desaparecido no escritório da vítima.
O advogado do governador José Ignácio Ferreira (PTN), Nelson Aguiar, respondeu dizendo que a intervenção federal é complexa e sem cabimento. E afirmou que os índices de criminalidade no Estado diminuíram.
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