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Alexandre Caetano
O presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Agesandro da Costa Pereira (foto), disse que a entidade deve pedir oficialmente que a Polícia Federal (PF) assuma as investigações do assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai. "Os fatos dos quais tivemos conhecimento, sobretudo o desaparecimento do HD do computador da vítima, nos leva a ter dúvidas sobre o resultado das investigações", diz.O assassinato de Denadai, ocorrido no último dia 15 de abril, foi o estopim para o pedido de intervenção no Estado, formulado pela OAB. O estágio das investigações foi uma das pautas da reunião do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, realizada nesta quarta-feira (5), na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Agesandro disse que iria discutir a adoção de providências em relação à investigação, que incluem a transferência da apuração para o âmbito da PF, numa reunião que pretende realizar ainda nesta quarta-feira (5), com o presidente do Conselho Federal da OAB, Rubens Approbato. "Já há um diploma legislativo que permite a transferência de casos como esse, que apontam o envolvimento do crime organizado, para a PF", explicou. Approbato disse na explicação feita sobre o pedido de intervenção na reunião do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos (CDDPH), que a ocorrência de fatos, como a clonagem de veículos, teriam o objetivo de atrapalhar a investigação de delitos ocorridos no Estado. "Fiz essa colocação e não fui contestado. Ninguém pode negar que há uma trama por trás desse caso", diz. Approbato criticou a estratégia baseada na apresentação de estatísticas feitas pelo próprio governo, que apontam uma diminuição da criminalidade, utilizada pelos representantes do governador José Ignácio Ferreira (PTN) na CDDPH, para contestar o pedido de intervenção feito pela OAB. "Não viemos discutir números, mas o comprometimento dos poderes do Estado com o crime organizado: quais são as medidas efetivas que estão sendo adotadas nas investigações, quem está sendo processado e o que está sendo feito para combatê-lo", argumentou. O presidente da OAB rejeitou a exigência feita na reunião pelo advogado do governador, Nelson Aguiar, no sentido de que fossem apresentados nomes de pessoas do Executivo que estariam envolvidos com o crime organizado. "Não estamos fazendo acusações individuais, até porque existem vários relatórios e inquéritos que já citam nomes de envolvidos, mas mostrando que a situação atual do Estado agride a dignidade humana e o Estado Democrático de Direito. Todos os poderes estão contaminados e por isso a intervenção é necessária", afirmou.
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