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Mandantes de assassinato de Denadai ficam livres

Gustavo Freitas

O Ministério Público Estadual (MPE) entendeu que o policial militar Dalberto Nunes é o único acusado envolvido no assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai, em 15 de abril. Segundo o promotor Fábio Vello, o MPE não conseguiu provas que incriminassem os supostos mandantes do crime.

Dalberto Nunes é dono do Gol branco, que foi visto deixando o local do homicídio logo após o assassinato do advogado. Além dele, três outros homens foram acusados de participarem do assassinato de Denadai, porém somente contra ele o MPE comprovou envolvimento no crime. O policial já se encontrava em prisão temporária, recluso no quartel da polícia militar, em Maruípe, Vitória.

Marcelo Denadai foi assassinado em 15 de abril, um dia antes de apresentar à Justiça uma notícia-crime, onde denunciava, a pedido de seu cliente - o tabelião Henry Delano Wyatt -, os empresários Victor Sarlo Wilken Júnior e Cláudio Aurélio Gomes da Silva por ameaças, após ter cobrado do segundo uma dívida de R$ 2 milhões.

A notícia-crime denunciava também um vasto esquema de corrupção envolvendo a empresa Marval Comércio e Serviços, da qual os dois acusados são diretores, e prefeituras do Rio de Janeiro e a de Vila Velha.

Em relação aos mandantes do assassinato, Fábio Vello esclareceu apenas que "as provas ainda não são suficientes para o oferecimento de denúncia contra os mandantes", o que não aconteceu com Dalberto, que teve seu envolvimento confirmado através do exame de balística de seu revólver calibre 38.

O inquérito já concluído pela Polícia Civil seguiu para a 4ª Vara Criminal de Vila Velha. No relatório do delegado Sérgio Mello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, o único indiciado pelo crime é o policial Dalberto Nunes, apesar da polícia ter prendido outros dois acusados dias após o crime.

Depois de passar pela Justiça, o processo será reencaminhado à força-tarefa, formada também pela Polícia Federal, Ministérios Públicos Estadual e Federal (MPF), além da Receita Federal. A força-tarefa foi formada a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) ao Ministério da Justiça para solucionar o assassinato do advogado.

Como o caso reúne, além do homicídio, crimes de sonegação fiscal e falsidade ideológica, além de lavagem de dinheiro, a PF, o MPF e a Receita entraram na investigação. Para que o crime de homicídio seja repassado à essa força-tarefa, é necessário que o Ministério da Justiça a formalize, através de uma portaria, o que até agora não aconteceu.

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