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Século Diário
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Irmão de Denadai quer investigação sobre
os mandantes do assassinato
| Diana Fernandes |
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José Maria Batista
"Faltava pulso ao delegado encarregado de apurar a morte do meu irmão", desabafou o vereador Antônio José Denadai (PTB/foto), ao tomar conhecimento do afastamento do delegado Sérgio Almeida Mello do inquérito destinado a apurar a morte do advogado Marcelo Denadai. Ele disse acreditar que agora o caso seja totalmente esclarecido e que os mandantes tenham suas prisões temporárias ou preventivas solicitadas à Justiça.
No início da semana, o vereador, em pronunciamento feito na Câmara Municipal de Vitória, havia denunciado que o delegado tinha "cometido uma aberração ao fechar o inquérito". E que os executores de seu irmão só haviam sido presos dois dias depois do crime, porque alguém forneceu a placa do carro utilizado pelos matadores para a polícia.
Denadai lembrou também que na ocasião o delegado Mello havia dito que o caso estava praticamente esclarecido e que tudo seria resolvido em 15 dias. "No entanto", lembrou o vereador, "já se passaram mais de 60 dias e os mandantes do assassinato de meu irmão continuam soltos", criticou o vereador.
No mesmo pronunciamento, o vereador disse também que três juízes passaram pelo caso e todos ficaram com medo de decretar a prisão dos mandantes e que "o principal responsável pela situação é o governador José Ignácio Ferreira (PTN) que perdeu e o controle do Estado. Não tem segurança e o governador não tem pulso para gerenciar".
Denadai, depois de afirmar que "por trás disso (do assassinato), está um dos maiores bandidos do Estado e a denúncia-crime tem o nome do senhor Hélio de Oliveira Dórea e Victor Sarlo Wilken Júnior" durante o pronunciamento feito na terça-feira (18), considerou a saída do delegado "uma coisa boa".
O delegado não estava tendo mais pulso para continuar e agora acredito que haverá mudanças na situação. "O caso pode tomar um novo rumo, surgir uma nova situação, com alguém que tenha pulso para resolver, e um novo juiz para analisar os fatos".
Mas o que o vereador e sua família querem mesmo é a intervenção no Estado. "Do jeito que a coisa está, a gente fica com um pé atrás", disse o vereador. E reafirmou que "hoje o Estado não tem educação, não tem saúde e não tem segurança"; e também que "todos já sabem quem são os bandidos. Falta só prender".
Além das críticas feitas ao governador pela situação que o Estado vive, o vereador também não perdoa José Ignácio, considerando-o como um dos responsáveis pela morte de seu irmão, Marcelo Denadai, ocorrida em 15 de abril.
"Meu irmão já havia sido ameaçado de morte e andava com dois seguranças. Pelo menos isso eu tenho que valorizar no governo anterior, pois estavam garantindo a vida de meu irmão. O Governador José Ignácio, tão logo assumiu, a primeira coisa que fez foi retirar a segurança do Marcelo, dizendo que queria a polícia na rua para aumentar a segurança. Que segurança deu para meu irmão que foi morto a tiros no meio da rua?", questionou Antônio Denadai.
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