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Suspeito de envolvimento em morte de
advogado tem mais dez processos na Justiça

Isaumir Nascimento
José Maria Batista

As vidas de Victor Sarlo Wilken e Victor Sarlo Wilken Júnior (foto), suspeito de envolvimento no assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai, são marcadas por processos baseados no Código de Processo Civil e também no Penal. Ao todo, foram encontrados 57 registros judiciais, sendo 14 referentes a Victor Júnior e 43 ao seu pai. Boa parte teve origem na falida fábrica Alcobaça. Deste total, 31 processos são contra a dupla: 21 contra o pai e 10 contra o filho.

Victor Sarlo Wilken Júnior foi acusado pelo vereador Antônio José Denadai, de Vitória, como o mentor intelectual do assassinato de seu irmão, o advogado Joaquim Marcelo Denadai, ocorrido no dia 15 de abril. Wilken Júnior foi citado junto com o colunista Hélio Dórea, seu sogro, na notícia-crime, elaborada pelo advogado, que teria sido a causa de sua morte.

No documento, o advogado Denadai denuncia o envolvimento de Victor Júnior e Hélio Dórea com negociatas na compra e venda de apartamentos e na utilização de "laranjas" e empresas fantasmas para lesar prefeituras municipais do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. De acordo com o advogado morto, uma firma, a Marval Comércio e Serviços, servia de fachada, junto com outras 12 empresas, para essas operações.

O assunto está sendo investigado pelos Ministérios Público Federal e Estadual, pelas polícias Civil e Federal, pela Receita Federal e por uma força-tarefa, criada especialmente para apurar a morte do advogado. As informações existentes dão conta que Victor Sarlo Wilken Júnior, um dos diretores comerciais da Marval, era quem cuidava dos contatos financeiros.

Victor Júnior teria assumido os negócios do pai depois que este faliu, quando a fábrica de massas Alcobaça foi fechada, e ele ficou impedido de realizar negócios. Posteriormente, como o nome de Victor Sarlo Wilken Júnior também foi para a esfera judicial, a saída foi criar laranjas que assinassem por eles. Mas é óbvio que ficaram comandando os negócios.

Além de cobrança e execução fiscal, pai e filho também estão sendo acionados por execuções fiscal, de quantia certa e de título extrajudicial. Há ainda processos de dívida ativa, queixa-crime e crime contra o patrimônio. São, pelo menos, nove processantes; dentre eles, o Estado do Espírito Santo e os bancos Itaú, Banestes, Real, Interatlântico e Bandes.

Leia também:
Caso Marval/Denadai

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