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Mulher de PM suspeita de ajudar a matar Denadai

Gustavo Freitas
A mulher do policial militar Dalberto Antunes, a major da PM Fabrízia Antunes, pode estar, junto com Dalberto, envolvida na execução do advogado Joaquim Marcelo Denadai, no dia 15 de abril, em Vila Velha. Uma testemunha relatou que, 15 minutos após o crime, uma mulher com as características da major, conversando com militares que estavam em uma radiopatrulha. Para a irmã do advogado assassinado, a também advogada Maria Aparecida Denadai, essa viatura deu cobertura aos criminosos. As denúncias foram formuladas pela advogada durante o sumário de acusação do soldado, na 4ª Vara Criminal de Vila Velha, nesta segunda-feira (1º).

Segundo Maria Aparecida, a informação de que uma mulher participou do assassinato foi repassada por uma moradora da avenida Castelo Branco, perto do local do crime. A testemunha afirmou que a mulher era loura (a PM é morena), mas que acredita que ela poderia estar usando uma peruca. De acordo com a declaração da irmã de Denadai à juíza Maria Cristina Capanema, que preside o caso, o envolvimento de militares que estavam em uma viatura da PM foi citada por mais de uma testemunha procurada por Maria Aparecida para prestar esclarecimentos sobre o crime.

O crime ocorreu por volta das 23 horas, próximo ao cruzamento da avenida Castelo Branco com a rua Ignácio Higino, em frente a um restaurante. Marcelo Denadai foi assassinado por um homem que o seguiu andando e que depois dos cinco disparos contra o advogado - três deles o acertaram -, caminhou calmamente pela rua Inácio Higino até a avenida XV de Novembro. No local, ele entrou em um Gol onde duas pessoas o aguardavam. Em seguida, de acordo com informações prestadas à advogada pela vizinhança, uma RP da PM teria chegado ao local do crime, surpreendendo os moradores que chegavam no local, pela simultaneidade dos fatos.

Uma outra declaração, testemunhas disseram que uma radiopatrulha teria dado cobertura ao Gol branco. Uma terceira pessoa confirmou ter presenciado o encontro entre um Gol dos criminosos e a radiopatrulha no final da rua Castelo Branco. Um vigia de um prédio viu quando um homem de estatura média, moreno claro e com cabelo com corte tipo militar teria guardado uma arma, antes de entrar no Gol. As características do criminoso, conforme Maria Aparecida Denadai, são idênticas ao do PM Dalberto Antunes.

O sumário de acusação do PM começou às 10 horas, no Fórum de Vila Velha, na Prainha. Das nove pessoas convocadas, apenas seis prestaram declaração à juíza. São elas: o vigia de rua José Agpito ; o policial civil Mauro José Leite Hastenreiter e seu irmão Fábio Luiz; Maria Aparecida Denadai e o tabelião Henry Dellano Wyat, cliente de Denadai que pediu que ele elaborasse uma notícia-crime, em que denunciava Victor Sarlo Wilken Junior, seu sogro, o colunista Hélio Dórea, Cláudio Aurélio Gomes por ameaças de morte após ele cobrar do último uma dívida de R$ 2 milhões.

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