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Século Diário
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Ministério Público apura envolvimento de
major na morte de Denadai
José Maria Batista e Gustavo Freitas
O Ministério Público Estadual está apurando o envolvimento da major Fabrizzia Antunes, mulher do policial militar Dalberto Antunes, na emboscada para liquidar o advogado Marcelo Denadai, em 15 de abril deste ano.
O nome da major foi citado pela irmã de Denadai, a advogada Maria Aparecida Denadai, quando prestou declaração no sumário de acusação do soldado Dalberto, no Fórum de Vila Velha, em 1° de julho. Maria Aparecida declarou à juíza Maria Cristina Capanema Ribeiro que Fabrizzia teria lhe ameaçado no Fórum, ao se aproximar e encará-la de forma ameaçadora.
A irmã do advogado assassinado afirmou ainda que o jornalista e colunista social Hélio Dórea, sogro de Victor Sarlo Wilken Júnior, também teria dito, um ano antes, que mataria o advogado Joaquim Marcelo Denadai, caso este denunciasse as fraudes cometidas pelo grupo, constantes na notícia-crime. Supõe-se que há envolvimento também das empresas Oriel Construções e Serviços e Vitfort Fomento Comercial.
"Se esse moleque fizer isso comigo, eu mato ele". É uma das frases que Maria Aparecida atribui ao colunista. Segundo ela, a ameaça foi feita na entrada do Fórum de Vitória. Na ocasião, Dórea teria ido ao Fórum solicitar, juntamente com seu advogado, a reintegração de posse de um apartamento de sua propriedade, que estaria sendo ocupado pelo tabelião Henry Dellano Wyat, cliente de Denadai. O imóvel faz parte da notícia-crime, que, segundo consta, foi a causa da morte do advogado Marcelo Denadai.
O caso do assassinato do advogado Denadai tem o envolvimento de 13 empresas fantasmas, ligadas à corrupção e suborno nas prefeituras do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Entre elas, se encontra a Marval Comércio e Serviços, envolvida com um contrato irregular de R$ 6,79 milhões na Prefeitura de Vitória.
A Marval tinha como diretor comercial o empresário Vitor Sarlo Wilken Júnior, genro de Hélio Dórea e que foi acusado pelo vereador Antonio José Denadai (PTB) como articulador da emboscada que culminou com o assassinato do seu irmão.
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Caso Marval/Denadai
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