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Ú L T I M A S N O T Í C I A S - (15/07 - 17h55)
Investigação da morte de Denadai parada após 3 meses
Michelle Rocha
Passados três meses do crime, ninguém sabe ao certo como andam as investigações em torno do assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai, morto numa emboscada, no dia 15 de abril, na Praia da Costa, em Vila Velha. "Não sei mais que grupo está à frente das investigações da morte do meu irmão. A impressão que se tem é que ninguém sabe o que está acontecendo", afirmou a advogada Maria Aparecida Denadai, irmã de Marcelo Denadai.
O assassinato do advogado completou três meses nesta segunda-feira (15) e apenas um dos possíveis executores, o policial militar Dalberto Antunes, estaria preso. O crime teve repercussão nacional e foi um dos motivos para o pedido de intervenção no Espírito Santo.
Desde o início, a polícia anunciou que se tratava de um crime de mando, porém até agora o caso não foi solucionado. "Está havendo tumulto nas apurações. Ora cria-se um grupo para investigar, ora outro. Isso atrapalha e demora a elucidação do assassinato. Não tenho conhecimento de como está a investigação", disse Maria Aparecida Denadai.
A Polícia Civil disse que encerrou o inquérito e mandou para a Justiça, o Ministério Público, por sua vez, afirmou que o processo está na Polícia Federal. "O que eu sei é que a força tarefa está investigando, mas não sei se vai continuar porque o ministro da Justiça (Miguel Reale Júnior) mudou", acrescentou a irmã de Denadai.
Marcelo Denadai foi assassinado com três tiros. O advogado entregaria no dia seguinte ao crime uma notícia-crime, feita a pedido de seu cliente, o tabelião Henry Dellano Wyatt, denunciando o esquema de corrupção envolvendo a empresa Marval Comércio e Serviços e a Prefeitura de Vila Velha. Os diretores da empresa, Victor Sarlo Wilken Júnior e Cláudio Aurélio Gomes da Silva e o sogro de Victor, o colunista Hélio Dórea, são suspeitos de serem os mandantes do crime.
Eles, segundo Henry Wyatt, o estariam ameaçando de morte (e também ao advogado) por ele ter cobrado uma dívida de R$ 2 milhões de Cláudio Aurélio e também pela decisão de se encaminhar a notícia-crime à Justiça.
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