Edição Atual | Edições Anteriores | Revista Século | Expediente | Fale Conosco quinta, 15 de agosto de 2002

Século Diário

Primeira Página

Colunistas

Opinião

Caderno 2

Augusto Ruschi

Reportagens Especiais

Partidos do ES

Mosteiro Zen

Folclore do ES

Etnias do ES

A Saga Negra do ES

Veículos

Bichos do ES
 

Polícia já tem provas contra os
mandantes da morte de Denadai

Fernanda Andrade

O assassinado do advogado Marcelo Denadai completou quatro meses, nesta quinta-feira (15), sem que os mandantes fossem presos ou o motivo do crime desvendado. O homicídio foi incluído nas ações de combate ao crime organizado promovidas pela Missão Especial Federal, que mantém as investigações sob sigilo absoluto. Entretanto, fontes da polícia garantem que já foram conseguidas provas contra os mandantes do crime e que a prisão é só uma questão de tempo.

Os parentes do advogado consideraram as apurações lentas, uma vez que, decorridos 120 dias, apenas um dos executores permanece preso.

Marcelo Denadai foi assassinado em 15 de abril, em uma embosca na Praia da Costa, Vila Velha. Sua morte aconteceu um dia antes dele encaminhar para a polícia uma queixa crime denunciando o envolvimento de 12 empresas num esquema de fraudes em licitações.

Entre as empresas denunciadas, está a Marval Comércio e Serviços, que teria pago propina de 20% ao prefeito de Vila Velha, Max Filho, para ganhar a concorrência de manutenção da frota municipal, além de um esquema de corrupção envolvendo outras prefeituras do Rio de Janeiro.

A irmã do advogado assassinado, Maria Aparecida Denadai, disse que só considera como investigação o trabalho realizado nos últimos 30 dias pela Missão Especial.

"Estou mais tranqüila em relação aos resultados que a Missão Especial poderá trazer a respeito do assassinato do meu irmão. Talvez o meu alívio seja decorrente do fato dos investigadores serem de outros estados. Isto possibilita que olhem, de forma imparcial, e não pessoal, os nomes que surgirem com as investigações", analisou Maria Aparecida Denadai.

Ela enfatizou que sua "luta contra a impunidade" vai permanecer até que os mandantes sejam presos e o motivo desvendado. "Vou continuar acompanhando tudo de perto. Sei que não é uma luta fácil, pois estou mexendo com pessoas poderosas, que influenciam os três poderes daqui do Estado", afirmou.

A Missão Especial revela muito pouco sobre o teor das investigações, seus delegados dizem apenas que estão levantando mais provas que incriminem os mentores do crime. Um fato que já pôde ser notado é a concordância entre a polícias Federal e Civil quando aos executores da ação.

Apesar de cerca de quatro pessoas terem sido detidas, apenas uma delas, o policial militar Dalberto Antunes, permanece presa no Quartel de Maruípe, sob a acusação de assassinar o advogado.

Leia também:
Crime Organizado
Caso Marval/Denadai
Luz, mais luz!
Diretor da Polícia Judiciária Federal chega para receber relatório da ME

Voltar Home

Primeira Página | Colunistas | Opinião | Caderno 2 | Augusto Ruschi | Reportagens Especiais | Partidos do ES
Mosteiro Zen | Folclore do ES | Etnias do ES | A Saga Negra do ES | Veículos | Bichos do ES
Edições Anteriores | Revista Século | Expediente | Fale Conosco

Século Diário responde pelo que publica: redacao@seculodiario.com - (0xx27) 3325-4337
Século Diário Copyright© 2000 - 2002. Design by Gustafah Copyright© 2000 - 2002. Todos os direitos reservados.
Proibida sua reprodução total ou parcial.
www.seculodiario.com