Vitória (ES), edição de 23 de dezembro de 2003
 
Aparecida Denadai quer a Federal
na apuração da morte de 'Pêjota'



José Maria Batista


A advogada Maria Aparecida Denadai, irmã do advogado assassinado, Marcelo Denadai, voltou a pedir a participação da Polícia Federal nas investigações em torno do assassinato do ex-tenente da PMES Paulo Jorge dos Santos Ferreira, o "Pêjota", apontado como um dos executores de Marcelo.

O ex-tenente foi liquidado na tarde da última segunda-feira (15), com tiros de duas pistolas 9mm. A Polícia Civil ainda não determinou, oficialmente, o número de tiros disparados. Foram identificadas 38 perfurações no cadáver, mas o número de projetís encontrados no local é menor, de acordo com as informações da própria polícia.

O ex-militar foi morto quando se encontrava nas imediações do Cais do Avião, perto do restaurante Mar e Terra, no bairro Santo Antônio. Existem divergências entre as informações sobre a presença de "Pêjota" no local. Um de seus amigos diz que ele vinha regularmente ao bairro e que não andava armado. Já a polícia, tem informações de que ele não era muito visto no local e teria sido atraído para uma cilada, através de um telefonema recebido no celular.

O certo é que ele foi pego de surpresa quando se preparava para deixar seu carro. Dois desconhecidos que fugiram de bicicleta teriam sido os autores dos disparos. Assim como também, pelo menos para a advogada Maria Aparecida, não há dúvidas quanto à participação do ex-tenente na morte de seu irmão.

Ela está convencida ainda de que foi por esse motivo que "Pêjota" foi assassinado. Ele havia saído da cadeia há 45 dias por força de uma habeas-corpus impetrado no processo que apura o assassinato do advogado ocorrido em 15 de abril do ano passado. Além dele, também é acusado como executor do crime o soldado Dalberto Antunes da Cunha, que continua preso.

Dalberto é marido da major-PM Fabrícia Morais Gomes da Cunha, que junto com o comerciante Leandro Scárdua Mageski, estão envolvidos na morte por receptação e intermediação. Além desses, o comerciante Sebastião José de Souza Pagoto figura como o mandante do crime. Ele já esteve preso e vai responder a júri popular pelo assassinato.