Somente em fevereiro próximo deverá ocorrer a definição da data do júri popular dos acusados do assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai, ocorrido em 15 de abril do ano passado. Estão envolvidos o empresário Sebastião Pagotto (foto), acusado como mandante do crime, e mais quatro executores, um dos quais s o ex-tenente Paulo Jorge dos Santos Ferreira, o "Pêjota", já morto.
As investigações estão sendo desenvolvidas pela delegada Tânia Brandão, que deverá concluir o inquérito neste mês de janeiro. Até agora foram ouvidas quatro pessoas e a delegada investiga também as últimas ligações telefônicas feitas pelo ex-militar.
"Pêjota" estava em liberdade há 45 dias, em decorrência de um habeas corpus, quando foi liquidado a tiros no ultimo dia 15 de dezembro, nas imediações do Restaurante Mar e Terra, no Cais do Avião, no bairro Santo Antônio. Ele estava preso sob a acusação de ser um dos executores do advogado Joaquim Marcelo Denadai e deveria também ser levado a júri popular.
Junto com "Pêjota" são também acusados como executores e intermediários do assassinato o soldado Dalberto Antunes da Cunha, sua mulher, a major Fabrícia Moraes Gomes da Cunha, e o comerciante Leandro Scárdua Mageski.
Dalberto está preso por decisão do juiz Flávio Jabour Moulin, da 1ª Vara Criminal, e alguns dias após o assassinato de "Pêjota" ele teve seu pedido de habeas corpus negado.
No entendimento do judiciário, a prisão de Dalberto tem que ser mantida no interesse da instrução criminal. Mas existe o risco de que, em liberdade, ele seja assassinado como queima de arquivo, como aconteceu com o ex-tenente.
De acordo com as investigações desenvolvidas pelo Ministério Público Estadual (MPE), o advogado Marcelo Denadai foi morto a mando do empresário Sebastião José Pagotto, ligado à exploração dos serviços de limpeza de fossas e galerias na região metropolitana de Vitória, e envolvido com diversas irregularidades na Prefeitura Municipal de Cariacica.
Segundo informações do Tribunal de Contas, constadas ainda em farta documentação que se encontrava em poder de Denadai, foram feitos dezenas de pagamentos ilegais ao empresário, alguns dos quais por serviços não executados, e outros sem a devida cobertura de nota fiscal.
Posteriormente, para participar de uma concorrência milionária na Prefeitura de Vitória, Pagotto criou uma mova firma de limpeza de galerias, utilizando três laranjas, o que fez com que fosse instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI ) na Câmara Municipal de Vitória, que apurou a existência de falsificações de assinaturas e laudos técnicos durante a licitação.
O advogado Denadai tinha toda essa documentação e municiou seu irmão, o vereador Antônio José Denadai (PL), com elementos para fortalecer a CPI. A família do advogado não tem dúvidas que esses fatos motivaram o assassinato do advogado.
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