Depois do festival de bicheira infernética da semana, o pessoal da Bluesnet, que os bluseiros aqui da coluna recebem religiosamente, manda um "alerta de vírus". Eles estão preocupados porque o maledeto vírus é enviado para todo o catálogo de endereços do autiluqui, uqui quer dizer que endereço arquivado poditá contaminado. Eles dizem que esse filho da infernete que o pariu é um "Worm de rápida contaminação, o "I-Worm/Mydoom."
Como nois aqui só entende de leptospirose, dengue, apendicite aguda, gonorréia, caganeira e dessas coisas mais simples, nois ficômesu foi sem intendê qualé a desse tal de aiuorme barra maidum. Ora, maidum é aquela senhora prestadora de relevantes serviços sexuais do calçadão de Camburi que teve minino no banco traseiro do taxi. Aimisori, periferia, mas existe uma expressão corriqueira mais apropriada, mais reduzida, mas aqui não gostamos de usar expressões de baixo oleari. Quando dá, a gente substitui.
Luana
O pessoal do Bluesnet também diz que o cibernético sem mãe se espalha com um anexo de mensagem com vários remetentes e assuntos. Outra braba, essa aí: o aiuorme/maidum também está se espalhando via Kazaa. "Mais informações estão na Enciclopédia de Vírus", recomendam eles, como se desse tempo ocê consultar a enciclopédia, enquanto o bruto talá, doidim pra bichar seu micro quijá não anda lá tão bem dos chipes, nememo?
Pois não deu outra aqui na bibliotoca do nosso muquifo: foi bicheira atrás de bicheira. Aí vinha o Bob, depois vinha o Mike, depois vinha o Lee, foram exatas 16 mensagens. Inclusive várias como se você tivesse mandado e o poderoso chefão infernético tivesse mandado devolver. Quinemquiessa aí foram 8, caras. Mas a gente só embabacou mesmo foi na primeira, que vinha assinada por Luana. Nois aqui tremeu na base, já pensando um monte de bobiça achando que era a danada da lindona da Luana Piovani sem aquele robô horrível que abraçava a bela naquele comercial daquela carreta, duiurimenbar?
Como outro dia, deu a Lavínia Vlasak na nossa caixa postal infernética, achamos que agora era a vez da Luana, com quem a gente ia deitáirolá, nem sabemos bem se mais deitá ou se mais rolá. Foi só mandar verificar e tavalá: a Luana tava toda bichada, gentem, ela tava é querendo engolir o nosso até o último Kabê. Daí pra frente, a gente acabou jogando melhor do que a seleção sub-sub, pois niquiqui tinha aviso de nova mensagem, era um tal de driblar praqui driblar prali quieuvôticontá. Acabou ficando tudo zero a zero. Bicheira ninois, aqui ó...pros bandidos infernéticos!
Deu no "Radar"
Óia a Nestlé aí, gentem! Sob o título Chocolate ao leite, a coluna Radar, da revista "Veja" da semana deu a seguinte nota:
'O Cade iniciou sob sigilo o julgamento do primeiro caso de concentração econômica na era Lula - a compra da Garoto pela Nestlé. O julgamento acontece no momento da crise do leite. Coincidentemente, dos laticínios instalados no Brasil o que tem mais recursos para adquirir uma operação como a Parmalat é a DPA, da qual uma das duas controladoras é justamente a Nestlé".
Vocês viram as nossas colunas falando da crise da nossa Luigi e as matérias da repórter Cristina Moura com o empresário Luiz Pacheco? Não deu outra: ele falou textualmente à nossa competente colega que a crise da nossa Luigi tem tudo com o avanço dos sorvetes da Nestlé em tudo que é birosca aqui do Emirado do ES.
Beco do Siri
É verdade que a Lorena Vasques Nunes também sumiu daqui depois que se formou jornalista pela Faesa, como também sumiu a nossa prezadíssima leitora e ouvinte Kika, como também tá aí pelo mundo o Emanueldo do Jardim Colorado, tanto quanto tão aí muito pralá dos mundos o Geraldo de Uaitipleines e a Irlene Santos de Merilandi (*), lá dos isteites.
É bem verdade também que a Eliana do Beco do Siri da Ilha das Caieiras é uma grande cozinheira e faz alguns pratos ótimos. Como um robalim que saboreamos lá isturdia, apesar do esforço para se tomar um suco de cevada, malte e lúpulo gelado. Na Ilha das Caieiras tem disso vez ou outra. A cerveja pode não estar quente mas também não está gelada, o atendimento - em raros casos - é precário, é sofrível, é ruim, mesmo para um peão acostumado à beira de mangue que adora um bom boteco.
Absurdo dos absurdos
Mas, como estávamos acompanhados por duas eméritas cozinheiras, a mariscada que a Eliana nos serviu foi um fiasco, segundo opinião das duas: sem atrativos, meiqui seca, montão de sururusim e camarãosim somente. O atendimento feito por um guri de 13 anos, simpático, esforçado, a quem recomendamos se preparar pra esses babados, pois ele tem uma qualidade nata: é simpático, sabe levar um papo e compensa seu desconhecimento do assunto assim, na manha. Dissemos à Vó Lia, vó do Paulo, pra botar ele pra estudar, fazer um curso, essas coisas, que ele acaba ficando bom nisso.
Apesar de tudo isso, o Beco do Siri cobra 10% de taxa de serviço, o que é um absurdo. Não tem serviço, não tem atendimento. Nota dez para o menino Paulo, nota zero para o Beco do Siri, que espero tenha repassado os 10% para o menino. Não se questiona a competência da Eliana, bem como de outros excelentes lugares e excelentes comidas da Ilha das Caieiras - fora aquela mariscada sem graça doutro dia. Mas, precisam ter pelo menos cerveja sempre gelada. Devido à carência, talvez se pudesse instituir o sistema de auto-serviço nos botecos da Ilha das Caieiras, afinal um lugar maravilhoso.
Tom Jobim
No dia 25 de janeiro de 1927 nascia uma das mais importantes figuras da música brasileira, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, ou simplesmente Tom Jobim. Amante da música e da natureza, o compositor, e um dos maiores parceiros de Vinícius de Moraes, contribuiu e fez parte da história da MPB no século XX. Tom Jobim foi um dos principais responsáveis pelo reconhecimento da qualidade dos músicos e da música brasileira no exterior, tanto que chegou a gravar "Girl From Ipanema", a versão ao lado de Frank Sinatra.
Além desta canção, que foi durante anos a música mais executada no mundo, Jobim foi autor de obras-primas do repertório nacional, tanto compondo com parceiros como sozinho. Entre suas canções estão pérolas como "Se Todos Fossem Iguais a Você", "Águas de Março", "Desafinado", "Dindi" e "Ela é Carioca", entre outras de igual ou mais brilhantismo. Tom Jobim nos deixou em 1994.
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