Um dos cinco candidatos ao cargo de procurador-geral de Justiça, cujo prazo para inscrição termina nesta quarta-feira (4), o promotor Fernando Zardini Antônio (foto) é contra a lei da mordaça e quer uma relação mais aberta do MPE com a imprensa.
O promotor tem enfatizado que a imprensa, tal como o MP, desempenha um importante papel como agente de monitoramento social. "Já estou visitando alguns veículos de comunicação para apresentar nossas propostas de trabalho, informando ao mesmo tempo que na nossa gestão a imprensa será uma grande colaboradora do trabalho do Ministério Público", salienta ele.
Ele acrescenta: "Como não aprovo a lei da mordaça, acredito que a sociedade merece ter uma imprensa livre e responsável, comprometida com a ética e o estado democrático de direito".
Outra meta é estreitar também o relacionamento entre o Ministério Público e a sociedade civil organizada, através de seus diversos segmentos. O promotor diz que o MP deve estar voltado para as questões que afligem e afetam a sociedade, direta ou indiretamente, encetando ações preventivas e repressivas na busca de soluções que objetivem a paz social.
"O Ministério Público é uma instituição defensora da sociedade, advoga para o coletivo, sendo esta a missão que lhe foi conferida pela Constituição", comenta Zardini.
Mas o projeto de Zardini não se limita à busca de um relacionamento mais profundo com a imprensa, mas também com as entidades civis organizadas e instituições públicas. O promotor pretende, também, estreitar as relações entre todos os membros da classe, objetivando a interação de suas ações na busca de melhores resultados em prol da sociedade.
Sobre o relacionamento com a imprensa, ele observa que, além do destaque dentro de seu programa de gestão à frente da Procuradoria-Geral, ele deverá acontecer de forma madura e respeitosa, sobretudo em relação à divulgação de fatos ainda sob investigação, que devem ser preservados para sua completa elucidação.
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