Vitória (ES), edição de 03 de fevereiro de 2004
 
Capixabas podem estar envolvidos em chacina



José Maria Batista


O Grupo de Repressão ao Crime Organizado do Espírito Santo (GRCO) poderá ajudar nas investigações que apuram a morte de fiscais do Trabalho em Minas Gerais. A Força Tarefa está apurando se há capixabas envolvidos no crime. A informação é da assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual (MPE-ES).

O coordenador do GRCO de Minas Gerais, procurador André Ubaldino, entrou em contato com os membros do GRCO do Espírito Santo, e solicitou algumas apurações no Estado.

O coordenador do GRCO do Estado, Gilberto Toscano, garantiu que, se for preciso, o GRCO vai trabalhar neste caso, para encontrar os verdadeiros assassinos dos fiscais. O GRCO também está trabalhando em conjunto com o Serviço de Inteligência da Polícia Militar no caso.

A investigação sobre o assassinato dos fiscais do Trabalho no noroeste de Minas já se espalha por pelo menos outros cinco Estados. A força-tarefa criada pelo governo para investigar a morte de três fiscais do Trabalho e do motorista deles, na quarta-feira passada, em Unaí (MG), apresentou duas novas pistas.

A primeira é o depoimento de uma testemunha que teria visto um outro carro perto do local dos assassinatos. A outra é a encomenda de flores para um dos auditores dois dias antes de sua morte.

A força-tarefa começou a analisar informações dadas ao disque-denúncia. A maioria das mais de 20 ligações era de trotes. No fim da tarde desta segunda-feira, a PF investigava uma pista sobre os assassinos no ES.

Essa é uma das novas frentes de apuração, a força-tarefa criada para desvendar o crime pediu ajuda ao Ministério Público Estadual e a agentes da Polícia Federal no Espírito Santo para checar uma denúncia de que seriam capixabas os pistoleiros contratados para executar os fiscais.

Há ainda investigações em curso em Goiás, Pará, Bahia e Distrito Federal. A denúncia de que os pistoleiros teriam sido contratados no Espírito Santo chegou à força-tarefa por meio do disque-denúncia 0800-702-0190, criado para que a população possa ajudar na investigação.