Vitória (ES), edição de 04 de fevereiro de 2004
 
Venda de celulares no ES ainda
é lenta para grandes operadoras



Cristina Moura


Nove estados brasileiros estão fora da corrida para o topo da venda de celulares. Dentre eles, o Espírito Santo. Em 2003, o consumo registrou mais de 46 milhões de aparelhos: número de grande expressividade para os capixabas, mas de pouco tamanho para as empresas telefônicas.

Em todo o País, a meta de empresas como a Tim, com lentos 17,92%, é recuperar a segunda posição, assumida atualmente pela Claro, com 20,43%. Em primeiro lugar, está a Vivo, que está com 45,15% do mercado. A Oi, em quarto lugar, é a 'lanterninha' - como se usa no futebol - segurando o crescimento das suas companheiras da disputa por um dos maiores ganchos da economia contemporânea.

Para os revendedores das marcas no Estado, está 'tudo bem'. Eles pouco admitem que a área está crescendo, mas sobre uma concorrência acirrada que não corresponde a um bom serviço de assistência técnica. Na Grande Vitória, por exemplo, a Vivo continua sendo a líder em reclamações em serviços de proteção ao consumidor, com 80% dos casos.

Na maioria das vezes, os clientes decidem reclamar junto ao próprio ponto de venda - atitude que quase nunca dá certo, devido à demora da situação. Casos como queda de sinal são freqüentes, embora o Estado seja bem servido de links de acesso. Aliás, o Espírito Santo, depois de Minas Gerais, é o mais aberto a crescimento.

Mas os empresários do setor, ao mesmo tempo em que apostam no quadro, divergem sobre o assunto. O revendedor da operadora Tim, Eduardo Silva Duarte, atua no setor há três anos e garante que este é mais um ano de ascensão do produto. "Queremos vender pelo menos o dobro do que atingimos no ano passado, mas não podemos esperar tanto. Só torcer", afirma.

Os consumidores, no entanto, sofrem com o inchaço da tecnologia. A autônoma Edeline Bertti, que atua na área de Informática, foi vítima de um dos casos de falta de assistência para a sua marca, Motorola - ainda a mais vendida no País. "Confiei na hora da compra. Um mês depois, estava com problemas no visor do aparelho e penei durante mais um mês. Fiquei prejudicada no meu trabalho. Duvido que a empresa enxergue isso", lamentou.

No ano passado, a indústria de celulares fechou com 516 milhões de aparelhos vendidos em todo o mundo. Comparando-se com 2002, foi 20% a mais. Das marcas, a Nokia é seguida pela Motorola. As duas foram estremecidas pela LG e pela Samsung, sul-coreanas que já dominam 30% das vendas.