Ou vem logo essa reforma sindical ou os sindicatos vão continuar com suas gambiarras para resolver seus problemas. Temos aí o caso do Sindicato dos Rodoviário, que resolve suas dívida com o INSS dividindo o sindicato em vários sindicatos.
Não resolve o problema e ainda por cima enfraquece a organização dos trabalhadores. No caso específico do Sindicato dos Rodoviários, essa forma de resolver sua dívida com o INSS resulta de uma série de más gestões à frente do sindicato. Principalmente no período do Alemão, que se encontra à sua frente de forma irregular.
Essa divisão do sindicato que o Alemão promove agora também tem segundas intenções. Principalmente a de se perpetuar no poder. Com a base que os rodoviários têm hoje, o Alemão jamais ganharia uma eleição. Agora, se você fatia, vai sobrar uma sindicato novo, sem dívida, para ele endividar de novo; ele vai continuar aprontando.
E essa esculhambação dos rodoviários não fica somente nele. Vai pipocar por toda parte, principalmente nos sindicatos devedores do INSS. Essa é uma tragédia para o movimento sindical e a continuidade dos maus dirigentes, ainda com o incentivo para novas transgressões. Há certeza, portanto, da necessidade imediata da reforma sindical.
Quem sou eu para gritar daqui para ser ouvido pelo presidente Lula, um sindicalista que em outros tempos sentou-se na mesa comigo, mas, mesmo com a impossibilidade de ser ouvido por ele, não vou deixar de dar o meu grito: compadre, dá logo o chute inicial para fazer a reforma sindical, senão vamos acabar institucionalizando o sindicato bandido do tipo dos Rodoviários, com o Alemão e sua patota transgredindo à vontade a moribunda CLT.
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