Foto: Fabiana Gomes
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"Não estamos defendendo a Nestlé nem a Garoto, estamos defendendo o Espírito Santo e conseqüentemente o Brasil", afirmou o senador Magno Malta (PL-ES) ao receber na noite de terça-feira (10) o presidente da Nestlé no Brasil, Ivan Zurita.
"Não vamos atropelar o processo para que a situação seja revista, porém o governo tem que demonstrar boa vontade. Particularmente, acho que isso acontecerá, mas se não for como esperamos, levaremos às últimas conseqüências, que será o pedido de instalação de uma CPI Mista no Congresso Nacional para investigar todos os casos de megafusão de empresas avaliados pelo Cade", completou o senador.
O encontro entre o senador e o empresário aconteceu no gabinete da liderança do PL no Senado. Basicamente foi discutido o que fazer para reverter a decisão do Conselho Administrativo de defesa da Economia (Cade), que reprovou a compra da Chocolates Garoto pela Nestlé.
Durante a reunião o Zurita falou sobre o contexto histórico da empresa. Depois, a discussão girou em torno da dúvida sobre os critérios estabelecidos pelo Cade nesta decisão.
A bancada, em consenso, julga como injustificável esta deliberação, principalmente quando comparada ao caso da Ambev, em que o Cade foi o órgão decisório da megafusão, tomando uma posição bastante diferente da adotada com as empresas produtoras de chocolates.
Depois, às 20h, por solicitação do coordenador da bancada federal capixaba, senador Magno Malta (PL), todos os representantes do Espírito Santo no Congresso foram recebidos no Palácio do Planalto pelo ministro de Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo. Lá expuseram o caso ao ministro e a gravidade da decisão do Cade.
Aldo Rebelo se sensibilizou e ainda citou um grande exemplo de como a Garoto é significante para o Brasil e como representa um produto de grande visibilidade no exterior. "Estive na Venezuela, e uma autoridade de lá me fez uma encomenda: uma caixa de bombons Garoto; quando cheguei, mandei à Caracas a encomenda, simbolizando um produto de sucesso da indústria brasileira", afirmou o ministro.
Magno Malta chamou a atenção do ministro para a questão do desemprego. "O senhor viu a manifestação dos trabalhadores da Garoto? Quantas mães chorando... Quanto sofrimento de mais de 3 mil empregados diretos e 8 mil indiretos; isto não pode ficar assim!", exclamou o senador.
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