O delegado Alexandre Toledo ainda não recebeu o inquérito do assassinato do ex-tenente Paulo Jorge dos Santos Pereira, 47, o Pejota - acusado de matar o advogado Marcelo Denadai. O caso está paralisado na Justiça há 11 dias.
Alexandre Toledo substitui desde terça-feira (10) a delegada Tânia Brandão na Delegacia de Homicídios de Vitória da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, que investigava o crime. A delegada, antes de deixar o cargo, encaminhou no último dia 2 de fevereiro o inquérito à Justiça pedindo mais prazo para concluir as investigações.
Mas até esta sexta-feira (13) ele não havia retornado. O delegado Alexandre tão logo assumiu o cargo disse que a primeira providência seria analisar os inquéritos em andamento na delegacia especializada em homicídios. "São mais de 300 inquéritos", disse ele.
Disposto a sistematizar o trabalho, o delegado havia decidido analisar todos os inquéritos em andamento na Delegacia de Homicídios mas, informado do caso Pejota, buscou informações quando descobriu que desde o dia 2 ele se encontra no Fórum da Capital aguardando decisão judicial sobre a prorrogação do prazo para as investigações.
O ex-militar foi morto pouco mais de 30 dias após ser libertado por força de um habeas-corpus, pois era acusado de ter participado do assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai em 15 de abril de 2002. De acordo com as investigações, Pejota se preparava para sair do interior do Fiat Siena MTK 1532 quando atendeu ao celular.
Nesse momento, dois homens, numa bicicleta, surgiram a começaram a disparar contra ele, que teve mais de 30 perfurações no corpo. Testemunhas afirmaram que os dois homens, suspeitos de serem policiais, fugiram de bicicleta em seguida.
Logo no inicio das investigações, a delegada Tânia Brandão, encarregada do caso, disse que pretendia rastrear as ligações feitas no celular de Pejota e que iria pedir a quebra do sigilo telefônico do aparelho. E que iria depender do exame de balística para dar andamento ao caso. Mas, passados mais de 50 dias, a própria polícia reconhece que as investigações não evoluíram.
As investigações, conforme afirmação de policiais da própria Delegacia de Homicídio, estavam sendo "encaminhadas aos poucos" . E uma licença da delegada no final do mês passado contribuiu para que o caso ficasse mais moroso ainda.
O assassinato de Pejota repercutiu em Brasília e provocou a indignação do senador Magno Malta (PL-ES). Até porque o ex-militar fora citado na CPI nacional do narcotráfico como um dos principais executores do crime organizado no Estado e homem de confiança do coronel Walter Gomes Ferreira, apontado como o braço armado do crime organizado capixaba e que por essa razão se encontra preso em Dourados, no Mato Grosso do Sul.
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