A Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) inviabilizou, ela própria, o licenciamento das novas unidades de sua nova fábrica em território capixaba. Não vem atendendo às exigências da legislação ambiental quanto a cuidados com o meio ambiente, conforme alerta feito às autoridades, no último dia 13, pela Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema).
O alerta, em termos duros e objetivos, foi dirigido ao Ministério Público Federal (MPF), ao Ibama e ao Iema. Não resta mais qualquer dúvida quanto à inadimplência da multinacional no que concerne à proteção do ambiente.
De fato, a CST vem agindo como se não tivesse que se submeter a normas e procedimentos de respeito ambiental que são comuns a todos os empreendimentos industriais.
Uma das mais graves manifestações de desrespeito à proteção ambiental, por parte da CST, está na emissão de gases poluentes que saem de seus altos fornos (1 e 2) diretamente para a atmosfera, contaminando o ar de forma altamente prejudicial à população.
Para receber licença e poder tocar seus novos projetos, a empresa teria que instalar equipamentos de dessulfuração (filtros) em seus altos fornos. Esta é a luta dos ambientalistas capixabas, esta é a expectativa da sociedade.
Entretanto, nota-se uma propensão oficial, especialmente por parte dos órgãos da administração estadual, pela concessão da licença sem o devido atendimento às condicionantes ambientais.
E uma dessas condicionantes diz respeito diretamente ao interesse da população: de acordo com a lei, antes de obter a licença para o funcionamento de suas novas unidades, a CST teria que atender a exigências em favor da saúde pública.
São notórios e sobejamente conhecidos os malefícios provocados à saúde das pessoas pela liberação de poluentes emitidos pelos altos fornos da empresa. As crianças, principalmente, têm sido as grandes vítimas do descaso da empresa.
Nas regiões mais afetadas pela poluição atmosférica de responsabilidade da CST vem aumentando consideravelmente a incidência de doenças respiratórias entre crianças, que sabidamente têm menor resistência às moléstias.
Do governo do Estado espera-se maior atenção às vítimas e vigilância redobrada contra o desrespeito dos poluidores.
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