Jogaram barro no ventilador político





Oswaldo Oleari


Do jeito que as coisas andam pelo ceará político, como diria aquele um vereador aliado do prefeito de Cariacica, a indústria de ventiladores vai ter que dobrar ou triplicar a produção. É que a temperatura anda muito alta, embora tal temperatura nada tenha com as águas de março fechando o verão, como tão maravilhosamente escreveu e musicou São Tom Jobim (*).

(*) Quem não ouviu, perdeu: no "Clube da Boa Música" desta segunda-feira, mandamos um "Águas de Março" com Tom & Elis Regina de arrepiar os cabelim das venta, seguido de um "Agua de Beber" como Zimbo Trio também de arrepiar qualquer outro cabelim do pelo. Bom que se diga que águas de março não são propriamente água de beber, énão?

Os grandes comentaristas políticos andam dizendo que jogaram barro no ventilador, que ligaram o ventilador com a mesa cheia de farofa e tal & coisa. Mas esta coluna, testemunha fidedigna e sempre presa - mas só falamos qualquer coisa diante da justiça, que seja de preferência surda e não cega - à dura realidade do biguebroderbrazil e do riálitixou da vida, prefere realmente a expressão da vontade popular, pois o povo falô tá falado, ô dona cacilda. Uqui jogaram mesmo foi josta no ventilador, foi não?

Inuménão? Falamos aqui outro dia e ninguém escreveu bulhufas à coluna discordando, o que comprova mais uma vez as montanhas de acertos cometidos aqui diariamente no atacado: quem cala, consente, numémemo? Falamos o quê? Ora, falamos do absurdo de fazer copo dágua com tempestade sópurque o zeloso funcionário público Waldomiro de tal, fiel seguidor da loteria zoológica criada por aquele um barão, foi pego com a mão no embornal daquele bicheiro carioca, também não menos zeloso contribuinte de campanhas políticas. Uquiquédizê literariamente que não há nada de novo debaixo do Rei Sol.

E o pobre Waldo - para os íntimos quinemquinois, quisomu inveterados investidores no mercado zoológico - tá sendo sacrificado por mero 1% que tentou aliviar pro seu caixinha privado, ora! Absurdo. No fundo, no fundo desse cocô zoológico, o que paira mesmo é a nossa velha curtura política - é isso mesmo, curtura de curto - que ensinou aos que não estão no poder a tentarem detonar os que estão. Sejam de que porcaria de partido sejam. Ih, dançamos: o certo seria "sejam de que porcaria de partido forem", é isso?

Poder

Falar nisso, colega perguntou e não soubemos responder em face do nosso anarfabetismo (*) militante, quem disse isso daí: "para se conhecer um humano basta dar-lhe algum poder". No original, humano era homem, mas como essa espécie não faz o nosso gênero, preferimos assim, pois aí se incluem as muié fêmea, as muié macho, os homi macho, os homi maiomeno, os coluna do meio, além dos que traçam todas as espécies aí citadas.

(*) A bem da cristalina verdade, o nosso anarfa não é só a partir do betismo, não; vai do anarfaaeismo, anarfaceismo, isto é, vai de "a" até "z".

Saminina, humano com algum poder é flórida, como diria aquela freirinha arrependida que ajoelhou, confessou e o padre créo nela, depois de perdoar todos os seus pecados - seus, dela. Fica prepotente, arrogante, dono de tudo, olha por riba do narigudo, deita ordens, massacra, escraviza, desrespeita & o iscambau. Até se fubecar, naturalmente, quando enfia sua protuberância traseira entre as patas e começa a rastejar.

Rota do Aço é sucesso

Essa aí, que vai rolar pelas próximas linhas, foi mandada à coluna pelo colega João Pedro Nunes. Vamos com ele, pois, registrando que a regata agita o Iate Clube do Espírito Santo e já tem 24 veleiros capixabas inscritos e ancorados.

O Iate Clube do Espírito Santo já vive o clima da disputa da Rota do Aço Regata de Vela Oceânica, que terá largada no dia 6, em Vitória, parada no Rio de Janeiro e chegada no dia 14 em São Francisco do Sul (SC). A regata, que reproduz o caminho percorrido pelas bobinas de aço fabricadas pela Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) até a indústria de transformação de Vega do Sul, reúne alguns dos principais velejadores do país, muitos dos quais já estão com seus barcos na capital do Espírito Santo.

A movimentação no Iate Clube é grande. A Marinha do Brasil já começou o trabalho de vistoria dos barcos, assim como os medidores da Associação Brasileira de Vela Oceânica (ABVO). Já estavam ancorados em Vitória ao meio-dia desta terça-feira os seguintes veleiros: Albatroz, Até Logo, Atoa 1, Curimam, Dose Dupla, Gato Xadrez, Kanaloa, Kerubim, Lula, Lupie II, Malolu, Mare Nostrum, Marlim, Mestre Rosalino, Namaste 1, Normandie, Obelix, Picuiu, Pimpinela, Rajada, Silence, Tinker Toy, Yanam e Zimbro.

A previsão dos organizadores, desde o lançamento oficial da competição, em janeiro, é da participação de cerca de 40 barcos, fato excepcional em se tratando de uma primeira edição. "Dificilmente uma regata como essa de média para longa duração reúne tantos competidores logo no início", afirma Edgar Rombauer, da DS Comunicação, organizadora do evento. "Isso mostra que a vela brasileira está passando por um bom momento".

A competição, reservada para barcos com medida igual ou superior a 30 pés, será disputada em três etapas, com a primeira marcada para o dia 6 de março, com 260 milhas náuticas entre Vitória e Rio de Janeiro. Do Iate Clube do Rio de Janeiro, os barcos velejarão mais 365 mn até o Capri Iate Clube, em São Francisco do Sul (SC). A terceira etapa terá nove milhas náuticas, ligando o Capri Iate Clube ao centro da cidade, no dia 14 de março.

A Rota do Aço - Regata de Vela Oceânica é uma realização da Arcelor, CST, Vega do Sul e Norsul, com organização da DS Comunicação e apoio da Gol Linhas Aéreas, Federação Brasileira de Vela e Motor (FBVM), da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO), da Marinha do Brasil, dos governos do Espírito Santo e Santa Catarina, das prefeituras de Vitória e São Francisco do Sul, do Iate Clube do Espírito Santo, do Iate Clube do Rio de Janeiro.


Trocatroca com a coluna: donoleari@yahoo.com.br