A quinta vítima da explosão na aciaria da CST morreu às 12h30 desta quarta-feira (3), no Vitória Apart Hospital, onde ficou internada no Centro de Tratamento de Queimados, durante 19 dias. Nilton Geraldo Teodoro, 44 anos, teve 100% do seu corpo queimado no acidente, inclusive as vias respiratórias.
De acordo com o clínico do hospital, o nefrologista Paulo Anécio Paste, até a última sexta-feira (27) o quadro de Nilton estava estável, mas ele continuava sobrevivendo à base de drogas. "No final de semana houve troca de medicamentos, mas mesmo assim, o paciente apresentou pioras. E além disto, o Nilton pegou uma infecção hospitalar inerente ao quadro da queimadura".
Na manhã desta quarta-feira (3) Nilton Teodoro teve três paradas cardíacas, e morreu depois do almoço. O corpo já foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML), onde foi reconhecido pela família. O sepultamento será nesta quinta-feira (4) no cemitério Jardim da Paz, em Laranjeiras, na Serra.
Os outros trabalhadores da CST que morreram por causa dessa tragédia são: os operadores Edmar Delunardo, 40 anos, Pedro Baioco Filho, 48, Rayner de Oliveira, 44, e o supervisor Valério Mendes, 40 anos. Agora subiu para 13 o número de trabalhadores da Companhia mortos por acidente de trabalho desde 1992, sendo que só neste ano, foram cinco.
A CST criou uma Comissão Interna para apurar as causas do acidente, mas a primeira reunião em torno do assunto só durou uma hora e quase nada foi decidido. Conforme a ata da reunião número 324, o motivo da mesma foi informar aos presentes que apenas dois membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidente de Trabalho (CIPA) da empresa vão analisar e investigar a explosão.
São eles: Ralph Amorim Gomes e Antônio Carlos Tavares. Mas de acordo com o presidente do Sindimetal, Francisco Carlos de Azevedo, a CST fez isto, mas sem a participação do sindicato. Ao que tudo indica, mais uma vez, "a empresa está fazendo uma manobra e preparando o cenário para dar o desfecho do que interessa para ela, que é: culpar os trabalhadores pelo acidente", assegurou Azevedo.
A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) está investigando as causas da explosão desde o dia 16, mas o relatório técnico só será concluído depois de 60 dias a contar daquela data, ou seja, 16 de abril. Também dois dias após do acidente o Sindimetal acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o caso está nas mãos do procurador José Reis. O número do procedimento preparatório é 40/2004.
Para saber como funciona a manutenção da aciaria da Companhia, representantes da DRT e do sindicato vão participar de uma reunião com a empresa nesta sexta-feira (5), às 9h.
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