O projeto de expansão da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) será avaliado ainda nesta tarde por representantes do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Espírito Santo (Sindimetal), Delegacia Regional do Trabalho (DRT), e órgãos ambientais, em reunião convocada pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema).
O encontro, que acontece no próprio Condema, tem como objetivo analisar os pontos do Estudo de Impacto Ambiental do projeto de expansão da empresa. Participam o diretor de Saúde e Previdência do Sindimetal, José Arimatéia dos Santos, e o chefe de Segurança e Saúde da DRT, José Eduardo Freire de Menezes, além de técnicos do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema, Secretaria de Meio Ambiente (Semmam) e da CST.
A empresa quer autorização do Iema para construir seu terceiro alto-forno; uma nova coqueria; seu terceiro convertedor; a terceira máquina de lingotamento contínuo; um segundo desgaseificador a vácuo-RH; um novo sistema de injeção de finos de carvão; e fábricas de Oxigênio (5 e 6).
Na verdade, com as novas unidades, a CST aumentará sua produção não apenas para 7,5 milhões de toneladas por ano de placas e bobinas de aço: poderá produzir de 7,8 a 8,4 milhões de toneladas por ano. A empresa promete o impossível, que é não aumentar a poluição na região da Grande Vitória.
Entre as falhas já apontadas está a de que a empresa não explica nos seus Estudos de Impacto Ambiental (EIA), o que fará com os produtos que serão resultantes da dessulfuração da nova unidade.
E, além do mais, a CST já polui a Grande Vitória por que as suas fábricas um e dois não têm equipamentos de dessulfuração. A empresa conseguiu favor do governo para isto, no inicio da década de 90, que jamais foi retirado.
O governo pode e deve condicionar a licença atual à instalação de equipamentos de dessulfuração para as fábricas em operação. São indicações desta natureza que a comunidade pode fazer até segunda-feira próxima.
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