Foto: Roosewelt Pinheiro/AG ESTADO
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Foi um momento de desagravo vivido pelo senador Magno Malta (PL-ES) nesta terça-feira (9), quando ocupou a tribuna para se pronunciar a respeito da instalação da CPI dos Bingos. Durante os apartes, o senador Marcelo Crivella (PL-RJ) realçou a coragem do parlamentar em "arriscar a própria vida na cruzada nacional contra as drogas".
O senador Osmar Dias (PDT-PR) lembrou ter vivido drama semelhante ao do senador liberal em 1999, quando também propôs uma investigação sobre os bingos, motivada por denúncias de envolvimento com atos de corrupção e financiamento de campanhas eleitorais.
O senador Mão Santa (PMDB-PI) classificou Malta como um parlamentar "altamente ético", enquanto o senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) prestou sua solidariedade a "um homem humilde, que está no Senado por mérito e pela confiança depositada pela população".
Em seguida, o senador Sibá Machado (PT-AC) destacou a disposição de Malta em colocar "o mandato e a vida" a serviço de investigações importantes no país. A senadora Heloísa Helena (sem partido-AL) confirmou a sugestão feita pelo senador Jefferson Péres (PDT-AM), que recomendou ao senador liberal acionar o Conselho de Ética da Casa.
E sustentou que, "mais cedo ou mais tarde", será instalada a CPI dos Bingos. Os senadores Ramez Tebet (PMDB-MS) e Aelton Freitas (PL-MG) expressaram solidariedade a Magno Malta, enquanto o presidente do Senado, José Sarney, assinalou o trabalho e a dedicação do senador no Espírito Santo no combate ao crime organizado no país.
O senador do Amazonas Jefferson Peres, líder do PDT, havia pedido ao ao presidente José Sarney que indicasse os membros da CPI que vai investigar a atuação dos bingos no Brasil. Disse que uma atitude contrária iria achincalhar a Constituição e "diminuir o Senado como nunca", já que a formação de uma CPI é um direito das minorias, sendo o único requerimento que não precisa ser votado pelo Plenário para ser aprovado.
Na presidência da sessão, Sarney respondeu sempre ter sido um homem que respeita as leis, o regimento e a Constituição, mas que iria se pronunciar quando o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) apresentasse uma questão de ordem sobre o assunto, referindo-se a fato concreto.
O líder da minoria no Senado, Efraim Morais (PFL-PB), por sua vez, considerou a necessidade de a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) esclarecer, no Conselho de Ética da Casa, comentários insinuando comportamento antiético do senador Magno Malta (PL-ES).
O senador Jefferson Péres líder do PDT no Senado havia sugerido também que Magno Malta acionasse a Corregedoria ou o Conselho de Ética da Casa para apurar declarações dos senadores petistas Tião Viana (AC) e Ideli Salvatti (SC), insinuando comportamento antiético na condução da CPI dos Bingos.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio Neto (AM), criticou o governo "por tentar difamar" Magno Malta, que teria cumprido com o seu dever ao protocolar o requerimento da CPI dos Bingos, respaldado por 34 assinaturas. Já o primeiro vice-presidente do Senado, Paulo Paim, assegurou a convicção do senador pelo Espírito Santo em apresentar o pedido de criação dessa CPI.
Ao final, o senador Magno Malta (PL-ES) informou ter protocolado na mesa do Senado requerimento para instalação da CPI dos Bingos. Magno Malta também rechaçou a especulação de que iria abrir mão da CPI para negociar cargos com o governo. "Isso seria uma leviandade e um comportamento de ladrão de galinha", afirmou.
E explicou não haver endossado o requerimento da CPI do caso Waldomiro Diniz, por entender que existe fato determinado a motivá-la e por confiar nas providências tomadas pelo governo para investigar as denúncias contra o ex-assessor da Casa Civil da Presidência da República. "Acho que o José Dirceu (ministro-chefe da Casa Civil) levou uma bola nas costas", declarou, negando ter sofrido qualquer pressão do governo para desistir da CPI dos Bingos.
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