Originalidade e delicadeza na Ematra
Renata Oliveira
| |
Foto: Divulgação
|
|
|
|
Começa na próxima quinta-feira (4) a exposição "Tudo Bolsas" da artista plástica Romina Kenski, no Espaço Cultural Ematra, no Centro de Vitória. A mostra pode ser vista até o dia 31 de março.
A exposição é composta por pequenas bolsas artesanais que expressam delicadeza e modernidade. São 30 peças exclusivas totalmente confeccionadas pela própria artista.
Romina conta que as bolsinhas são sua paixão. Ela aplica pequenos arranjos de flores de decoração sobre a bolsinha, feita de tecido resistente, como tela ou jeans. O preço de casa bolsa varia entre R$ 25,00 e R$ 75,00.
"Quem adquirir uma de minhas bolsas vai estar comprando uma peça única. Como são feitas artesanalmente, cada bolsinha tem uma história que é só sua", afirma.
A artista confecciona bolsas artesanais há cerca de dois anos. "Eu nem sei como comecei, primeiro fazia bolsas jeans, mas achava que tinha que fazer algo diferente. Então fiz uma pesquisa em armarinhos, revistas e jornais de moda e descobri as rosinhas e disse é isso que procurava. Desde então não parei mais", diz.
| |
Foto: Divulgação
|
|
|
|
O estilo é inspirado no chamado hippie chique, que nunca sai de moda e que agrada ao público com mais de 30. "Eu gosto muito deste estilo e acho que as bolsas ficam com a minha cara por isso", disse.
Formada em Artes Plásticas pela Ufes, Romina se especializou em estamparia, mas também gosta de pinturas. Usando a técnica de acrílica sobre eucatex, Romina é amante da pintura naïf. "Devo expor no fim do ano, também na Ematra", diz.
As bolsas artesanais de Romina Kenski também podem ser encontradas na loja Dona Lora, na avenida Aleixo Neto, na Praia do Canto.
A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira - sempre das 13 às 19 horas. O Espaço Cultural da Ematra fica na Av. Cleto Nunes, 85, 12º andar "Ed. Vitória Park", Centro de Vitória.
Arte com forma livre
Vítor Lopes
| |
Foto: Gustavo Louzada
|
|
|
|
Início de ano costuma sempre ser positivo para as galerias de artes que ainda resistem aos novos tempos. Fevereiro é o mês em que quase todas inauguram suas primeiras exposições do ano. E não é diferente nas galerias da Ufes. Nesta quinta (12), às 20 horas, Edison Arcanjo inaugura a sua na Universidade.
A exposição está em cartaz na Galeria de Arte Espaço Universitário, Centro de Vivência. A visitação está aberta ao público a partir dessa segunda (12), das 08 horas às 18 horas. A exposição se encerra no dia 19 de março.
| |
Foto: Gustavo Louzada
|
|
|
|
Os objetos que o artista escolheu para compor essa exposição não apresentam formas definidas, podendo ser montadas e observadas de ângulos diversos. Cada um com uma perspectiva diferente. As pesquisas para compor as obras duraram quase dois anos. Tanto estudo se vê em obras que ora podem ser apresentadas como uma mesa e ora como um quadro.
Quase a totalidade das peças exibidas é feita com cola e ferro. Após a composição inicial, são expostas à ação do sol e da chuva, para que cheguem a uma textura e coloração desejadas.
Edison Arcanjo formou-se em Artes Plásticas no ano de 1996 pela Ufes, tendo participado, desde então, de inúmeros festivais mostrando algumas obras usando papel artesanal. Para outras informações, o telefone da Galeria de Arte Espaço Universitário é 3335-2375.
Corpo, morte e prazer
Vítor Lopes
| |
Foto: Gustavo Louzada
|
|
| Fernando e sua obra
|
Prazer, dor e morte. Sensações e atos tão antagônicos aparecem em união na exposição "O Começo é o Fim", do artista plástico baiano Fernando Augusto. A abertura é nesta quarta, às 20 horas, na Galeria de Arte e Pesquisa do Centro de Artes, no Campus de Goiabeiras, Ufes.
Cerca de 44 desenhos, de 200, compõem essa exposição que já passou pela França, Porto Alegre e outras cidades. A temática é baseada no corpo humano e participaram de várias séries, como "Aparelhos" e "O Grande Livro Sobre os Males do Corpo".
"Eu sempre trato do corpo e a sua relação com a dor, o prazer erótico, sensual, e a morte. Para mim, o erotismo está na mesma medida que a morte. O prazer leva a morte", explica Fernando Augusto.
Mesmo parecendo uma visão pessimista dessas sensações, o artista diz encarar a morte, a dor e o prazer como algo reflexivo e otimista. "A morte tem uma beleza intrínseca à medida que se descobre os seus mistérios", diz.
| |
Foto: Gustavo Louzada
|
|
| A preferida do artista
|
Além da exposição, Fernando traz a Ufes um CD com as imagens das obras e textos a respeito da exposição.
No último dia da exposição, 18 de março, baseado na temática conceitual da exposição, Fernando Augusto promoverá uma intervenção em suas obras. Primeiramente, o artista irá filmá-las, registrando-as em vídeo. Posteriormente, já arquivadas como imagens, Fernando Augusto irá destruí-las, dando um fim aos desenhos.
Fernando Augusto nasceu em Itanhém, Bahia, é mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC - SP e professor de Desenho e Pintura na Universidade Estadual de Londrina (UEL), cidade em que mora a 12 anos. Além de ter feito exposições em diversas cidades do país, já levou suas obras à Alemanha, no Instituto Goethe, e ao Equador, na V Bienal Internacional de Pintura de Cuenca, em 1996.
Registro fotográfico da Vitória Antiga
Flávia Bernardes
| |
Foto: Divulgação
|
|
| Verdureiro pelas ruas da Capital
|
A Exposição "Pelas ruas na cidade", de César Viola Maio. Tem início nesta quarta-feira (4).na Capela de Santa Luzia, na Cidade Alta, Centro de Vitória. O projeto localiza e resgata imagens fotográficas produzidas entre os anos de 1900 e 1975, na Capital.
O objetivo é colocar em foco os trabalhadores de rua, mais conhecidos como ambulantes, que inconscientemente fazem parte permanente da paisagem da cidade.
As fotografias produzidas no decorrer do século XX foram produzidas para serem enviadas como cartões postais, ou mesmo,como um simples registro de obras públicas em andamento. Isso permite o conhecimento vivo do cotidiano da cidade nesta época".
A exposição faz parte de um projeto patrocinado pela Lei Rubem Braga da Prefeitura Municipal de Vitória. A exposição pode ser vista na Capela de Santa Luzia, na Rua José Marcelino s/n, Cidade Alta de 04 de fevereiro até 06 de março, das 9h às 18h. Informações : 3345-6022
O curvismo no Maes
Gilberto Medeiros
| |
Foto: Gustavo Louzada
|
|
| O artista Enéas Valle fala sobre arte no Maes
|
Um intercâmbio entre Amazonas e Espírito Santo traz a exposição de Enéas Valle Até 30 abril e de terça à sexta, ele expõe 'Tempo Cor'. O artista também ministra a 'Oficina Teórica', das 14h às 18h, até a próxima quinta-feira (5). Exposição e oficina acontecem no Museu de Artes do Espírito Santo (Maes), no Centro de Vitória.
'Tempo Cor', já esteve em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A mostra pode ser conferida de terça à sexta-feira, das 12 às 18h.
'Curvismo' é a técnica usada por Valle. Baseada no recorte e na acentuação do tratamento em curva dado às imagens, Destaca o fundo monocromático de parte significativa dos desenhos e pinturas. O artista busca no curvismo uma solução específica para criação de um esquema espacial tetradimensional no plano pictórico.
| |
Foto: Divulgação
|
|
| Uma das telas da exposição
|
O especialista Fernando Cocchiarale diz que a obra de Enéas Valle soma-se a daqueles artistas que formaram o núcleo de novos pintores pioneiros da Geração 80. A mostra 'Como vai você, Geração 80?', de julho de 1984, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) é o marco inicial da carreira
dessa geração.
A presença do corpo humano, recorrente em suas pinturas e desenhos, é explicada por Cocchiarale "pela compreensão radical do significado político do corpo, desde a gênese de seu trabalho como artista".
Serviço:
Oficina Teórica com Enéas Valle, de terça-feira (3) até a quinta-feira (5), das 14 h às 18h, no Museu de Arte do Espírito Santo. O artista plástico amazonense expõe no Maes a coleção 'Tempo Cor', até 30 de abril. Visitação de terça a sexta-feira, entre o meio-dia e 18 horas. A entrada franca. O Maes fica na avenida Jerônimo Monteiro, Centro, Vitória. Informações: 3132-8391, 3132-8392 e 3132-8393.
Um olhar sobre o social
Renata Oliveira
| |
Foto: Divulgação
|
|
| Uma das obras da exposição
|
O Espaço Cultural Ematra, no Centro de Vitória recebe durante o mês de fevereiro, a exposição "Pessoas sob o meu olhar II", da fotógrafa Maria Augusta Herkenhoff. A mostra poder ser vista até o dia 27, de segunda a sexta, das 13h às 19h.
Residente em Cachoeiro de Itapemirim, Maria Augusta, começou a aperfeiçoar seu dom para a fotografia em 2000. Suas obras registram situações, pessoas e objetos que, talvez de outra forma, jamais seriam percebidos.
As imagens captadas por suas lentes, mostram sua grande sensibilidade, ao lidar com o humano imerso no cenário social bem como em cenas do cotidiano, que muitas vezes não são notadas no vai e vem da vida agitada da grande cidade.
A primeira exposição da artista nesse gênero aconteceu em 2002, em Cachoeiro. A mostra "Pessoas sob o meu olhar", foi a primeira de um ano em que uma de suas fotografias "the Doll" foi premiada com medalha de bronze (3º lugar) no 3º Salão Internacional de Fotografia na Internet, organizado pelo Centro Argentino Fotográfico SICAFI 2002.
Nesta mostra 479 autores de 37 países participaram mostrando suas obras. Os trabalhos foram avaliados por um júri de reconhecido prestígio internacional que selecionou 258 fotos das 2527 recebidas.
Em 2003, recebeu duas menções honrosas no 4º Prêmio Walter Firmo de Fotografia e teve três fotos selecionadas para exibição na mostra de 2004, do 4º Salão Internacional de Fotografia na Internet.
Nesta nova exposição, a quarta da artista, Maria Augusta pretende manter o mesmo tema anterior, até mesmo no titulo "Pessoas sob o meu olhar II". Ao todo são 20 fotografias em cores e preto e branco, em formatos variados (20x30, 30x40 e 50x60) cm.
Serviço:
O Espaço Cultural Ematra fica na Av. Cleto Nunes, 85, 12º andar - "Ed. Vitória Park", Centro de Vitória.
Tele-fax - 3223 6512
A base para a arte
Renata Oliveira
| |
Foto: Divulgação
|
|
|
|
A produção de arte no Espírito Santo começa com tudo em 2004. A Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória abriu nesta quinta-feira (22) a exposição coletiva "Plana". A abertura teve mesa-redonda com os artistas sobre o tema da mostra.
Com o objetivo de atingir o público de fora, que nesta época do ano vem ao Espírito Santo em busca das praias, a Secretaria de Cultura do Estado antecipou a abertura da Galeria Homero Massena.
A coletiva reúne os artistas plásticos Romilda Patez, Viviane Medeiros de Souza e Leonardo Rodrigues Passos, na Galeria Homero Massena. Os trabalhos deles poderão ser conferidos até o dia 19 de março, de segunda à sexta-feira, de 9h às 18 horas.
Leonardo Passos, em suas composições simétricas, mescla grafite com técnicas de claro e escuro.Os traços revelam figuras humanas soberanas. As pinturas remetem à arte pública e propiciam a comunicação.
Romilda Patez transita entre os fundos aquarelados e massas, de onde emergem com cores vibrantes e formas mais definidas. Sei objetivo é estabelecer uma ponte entre o passado e o futuro ainda em construção.
A fotografa Viviane Medeiros busca o belo através da lente macro. Os recortes quase abstratos mostram cristais coloridos. A máquina digital e o olhar "zero grau" da artista, cristaliza explosões de luzes e cores em back-lights instalados na Galeria.
Acasos plásticos de Vitória
Gilberto Medeiros
| |
Foto: Divulgação
|
|
|
|
Os cheios, os vazios, os acasos plásticos. A arquitetura. O artista plástico João César de Melo apresenta no Espaço Cultural Consultime, na Praia da Costa, em Vila Velha, a mostra 'Construção', exposição inédita composta por 15 telas em que passeia pelas diversas relações espaciais que compõem a Capital.
A série de telas resulta do estudo realizado em Plástica Urbana, exposição aberta em setembro passado na Casa Porto das Artes Plásticas, no Centro de Vitória. "A paisagem se organiza através da fragmentação de sua plástica. Hierarquias são consolidadas sobrepondo elementos na perspectiva ou no plano. Não se pode sentenciar a plástica arquitetônica em certa ou errada, bela ou feia", afirma João César.
| |
Foto: Divulgação
|
|
|
|
Ele explica ainda que ter o Centro de Vitória como laboratório onde busca, ora através da janela do ônibus, ora andando pelas calçadas, a influencia de sua arte. Estudante de Arquitetura e Urbanismo na Ufes, João César de Melo aponta equívocos que são cometidos na urbanização da Capital.
"Ao longo de sua história, o centro estrangulou-se. Não há como o centro voltar a ser o que era e nem se deve querer isso. Sua Plástica Urbana já está consolidada e é necessária a reeducação do olhar". Melo observa que, enquanto a Praia do Canto se mostra sob a Arquitetura, o Centro de Vitória se sobrepôs a esta. "Estes 'acasos' plásticos me instigam. Eu tento desenhar fenômenos que talvez nunca sejam formulados", define.
Serviço: A exposição 'Construção' será aberta nesta terça-feira (18) às 20h, no Espaço Cultural Consultime, que fica na Avenida Hugo Musso, 588, Praia da Costa. Informações pelo telefone 3329 2149 ou com o artista: demeloarte@hotmail.com.
|