Vitória (ES), edição de 10 de março de 2004
 
Greve da PF pode terminar
na próxima segunda-feira



Priscilla Coelho



A greve dos 250 policiais federais do Estado pode terminar na próxima segunda-feira (15), quando a categoria vai fazer um ato de protesto em frente ao Ministério da Justiça. Tudo depende de o governo federal tomar uma decisão concreta em torno das reivindicações dos policiais.

Pelo menos 40 policiais federais do Estado vão a Brasília no dia 15 e prometem levar um bolo para comemorar os oito anos que a lei federal 9.266 não é cumprida. Ou seja, é exigido o terceiro grau para a categoria ingressar na carreira, mas os policiais recebem pela tabela de nível médio.

Principalmente por este motivo é que a categoria entrou em greve em todo o País nesta terça-feira (9). Já nestes dois dias do movimento, uma média de 240 passaportes não foi emitida no Estado, 80 audiências não foram realizadas e 20 navios deixaram de ser vistoriados.

Nesta quarta-feira (10) o Sindicato dos Policiais Federais do Espírito Santo (Sinpef) definiu que oito policiais vão fazer a segurança de políticos e testemunhas de crimes ameaçadas de morte. Além disto a entidade providenciou uma folha de ponto diária para provar que todos os policiais estão participando da greve.

De acordo com o presidente da entidade, Paulo Roberto Poloni Barreto, "a medida é para evitar que depois o governo corte o ponto dos policiais, como foi anunciado na portaria editada no primeiro dia do movimento".

No entender de Poloni, "um simples aceno do governo federal não será suficiente para a categoria voltar a trabalhar. Estamos dispostos a negociar assim que tiver algo de concreto por parte do governo e, mesmo assim, são os policiais que vão decidir através de assembléias".

Estão participando da greve os agentes, escrivães e papiloscopistas. Já os delegados e peritos não cruzaram os braços porque já recebem de acordo com a tabela de nível superior. A categoria pleiteia também melhores condições de trabalho e a realização de um concurso público para a criação de 1,5 mil vagas no setor administrativo.