Como diz nosso prezadíssimo leitor Emanueldo, estamos aí pra quem der e vier, mesmo porque como diz nosso outro leitor e também muito estimado amigo Paulo Renato da Fonseca, é melhor escorregar do que cair, numémemo? O que bate com o que diz a nossa leitora sexagésima, A Rhuana Maria dos Santos Ribeiro, que manda uma coletânea afirmando que "cada um tem a torcida que merece".
Pelo que se viu, é verdade, pois o símbolo da torcida do nosso curíntia paulista é uma morenaça, aça, aça, de abrir o comércio, porque ninguém ia ser bobo nem nada de fechar pra uma super morena quinemqui aquela, de olhos maravilhosamente verdes e o restante tudo certim, redondim, abauladim, do jeito que alguns redatores desta besterenta coluna gostam. Não vamos mostrá-la procês porque as meninas aqui do seculodiario.com vão acabar ficando com ciúmes.
Não sem razão, a propósito, porque até nós que somos mais bobos e moramos longe gostaríamos de atribuir-lhe um gordo cachê para cuidar da nossa tumultuada agenda e anotar o chopis e os pastel do nosso repiauar.
Viva a Embrapaaaaa!
O papo que rola aí prabaixo é chato, mas é sério. É pra neguim, branquim e mulatim abrir o gogó e deixar cair o uvirumdumpiranga às margens flácidas, quinemquinois ouvimos isturdia uma autoridade cantando numa solenidade das mais chatas. Leiam aí, ó: a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acaba de obter uma vitória na área de propriedade intelectual.
O escritório do Japão, responsável pela emissão de documento atestando o privilégio legal a uma invenção, correspondente ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI brasileiro, decidiu não conceder patente à empresa Asahi Foods pelo processo de obtenção do cupulate. O escritório acatou os argumentos da Embrapa reivindicando a autoria do processo e as provas por ela apresentadas.
Cupulate
O nome é estranho pracas, mas o cupulate é um similar do chocolate obtido a partir de processamento das amêndoas do cupuaçu. Seu valor nutritivo, sabor, textura, odor e aparência, além de semelhantes ao derivado do cacau, conferem ao produto propriedades industriais também equivalentes. O processo foi desenvolvido pela pesquisadora Raimunda Fátima Nazaré, da Embrapa Amazônia Oriental (Belém - PA), em meados da década de 1980.
Em 1990, foi solicitado pela Embrapa o primeiro pedido de patente, ainda sob a
ótica da antiga lei brasileira de propriedade intelectual. Com a nova lei, em 1996, a Embrapa desistiu do primeiro pedido de patente e depositou outra solicitação. A carta atestando o privilégio da invenção foi concedida à Empresa em março de 2003.
Imitação dos japa
A advogada Simone Nunes Ferreira, da Gerência de Propriedade Intelectual da Embrapa, explica que durante todo esse tempo, foi dada a devida publicidade à invenção por meio de revistas científicas. Apesar disso, em 2000, a empresa japonesa Asahi Foods depositou, no Japão e na Europa, pedido de reconhecimento da invenção de processo praticamente igual ao obtido pela Embrapa. Pediu, ainda, no Japão, na Europa e nos Estados Unidos, registro da marca Cupulate.
Esses pedidos chegaram ao conhecimento da equipe da área de propriedade intelectual da Empresa, que, ao examiná-los, concluiu pela extrema semelhança entre o processo descrito pela Asahi Foods e o desenvolvido pela Embrapa.
Desde então, a Embrapa tem feito gestões junto às autoridades do Japão e da Europa para provar que o processo reivindicado pela empresa japonesa não tinha o caráter do ineditismo, um dos critérios para a concessão da patente. A primeira vitória foi sinalizada pelo Japão que considerou as provas apresentadas pela Embrapa e não concedeu o reconhecimento da invenção à Asahi Foods. A expectativa agora dos advogados da Embrapa é que a Europa acompanhe a decisão.
E que não acompanhe não pra ver o que se assucede. Nois chama o doutor Dabliubushit e manda ele invadir a Europa, caramba. Como se viu aí, a Asahi siFoods e os brasilerim da silva podem berrar prumundo: "o cupulate é nosso". Agora, que cupulate é estranho, lá isso é, nememo? Aqui prus japa, ó!
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