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CST vai ao MPE: poderá ter que explicar poluição do ar
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Ubervalter Coimbra
Os membros do Ministério Público Estadual (MPE) poderão cobrar da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) a instalação de equipamentos de controle da poluição do ar nas suas antigas usinas. Esta poluição vem provocando doenças respiratórias e alérgicas, ou aumentando sua incidência.
Nesta se sexta-feira (19), às 14h, o presidente da CST, José Armando de Figueiredo Campos, visitará o MPE. Segundo a Assessoria do MPE, o presidente tem a "intenção de fazer uma palestra sobre o projeto de expansão da CST e seu respectivo Estudo de Impacto Ambiental".
Diz ainda a Assessoria que o procurador-geral de Justiça enviou convite aos promotores com atribuição na área do Meio Ambiente. Diz: "Com o convite, os promotores ficam autorizados a se afastarem de suas funções para participar do evento no auditório, que será exclusivo para os membros do MPES. Os jornalistas, no entanto, terão permitido o seu ingresso no auditório".
Os ambientalistas e técnicos que analisaram o projeto da CST apontam que o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto não diz o que será feito com os produtos resultantes da dessulfuração, entre eles o ácido sulfúrico. Este é um ponto passível de questionamento pelos promotores e procuradores da área de Meio Ambiente do MPE.
A nova fábrica da CST, apesar de trazer acoplada uma usina de dessulfuração, vai aumentar a poluição na Grande Vitória. Em alguns pontos, a previsão é de que o aumento da poluição do ar por gases chegue a 20%, como nos bairros de Jardim Camburi até a Enseada do Suá, em Vitória.
Mas o mais grave, que poderá ser cobrado pelo MPE, é o favor dado à CST pelo governo do Estado, no início da década de 90, e jamais corrigido. Ele permite à empresa lançar no ar, sem qualquer tratamento, todos os poluentes, gasosos ou não, das suas usinas 1 e 2.
Esta medida, para economia da empresa, vem afetando a saúde da população e o Meio Ambiente na Grande Vitória. A exigência de que a CST promova a dessulfuração de suas antigas fábricas deve ser feita agora, como condicionante do novo empreendimento, como defende a comunidade, técnicos e ambientalistas. Esta exigência foi encaminhada ao governo do Estado.
O projeto que a CST mostrará ao MPE é para construção do terceiro alto-forno da empresa; uma nova coqueria; seu terceiro convertedor; a terceira máquina de lingotamento contínuo; um segundo desgaseificador a vácuo-RH; um novo sistema de injeção de finos de carvão; e fábricas de Oxigênio (5 e 6).
Na verdade, com as novas unidades, a CST aumentará sua produção não apenas para 7,5 milhões de toneladas por ano de placas e bobinas de aço: poderá produzir de 7,8 a 8,4 milhões de toneladas por ano. A empresa promete o impossível, que é não aumentar a poluição na região da Grande Vitória.
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