A oposição sindical também sabe dar golpe, como acaba de ocorrer no Sindicato dos Rodoviários, onde um oposicionista, ex-integrante da Junta Governativa, que entrou no lugar do Alemão, saiu candidato único ao sindicato numa manobra digna de um pelego esperto.
Esse integrante da junta à qual me refiro acima é o Carlos Alberto Mazoni. Ele foi integrante desta Junta que afastou o Alemão. Nessa função ele não quis convocar eleições como devia e foi derrubado pela Justiça. Deu a volta por cima e voltou com uma nova Junta, que veio a fazer a maracutaia para ele sair candidato único.
Está aí o golpe do Mazoni, que fez tudo aquilo que uma oposição consciente, compromissada com a democracia sindical, não faz: impedir eleições livres e democráticas. O golpe está no prazo exíguo que a Junta deu para registro das chapas: cinco dias, incluindo sábado e domingo.
Acabou com uma eleição que tinha tudo para ser bem disputada, pois estavam sendo discutidas na base mais cinco chapas. Com muito mais representatividade, inclusive, do que a chapa do Mazoni, que foi armada longe da categoria. E olha que esse Sindicato dos Rodoviários, que há anos vive de golpes e contragolpes, teve mais um golpe na sua triste história.
São coisas dessa natureza que produzem situações constrangedoras para a classe trabalhadora no Espírito Santo. Digo isto porque os sindicatos estão alugando ônibus, numa grande mobilização em Brasília, marcada para o dia 25, em favor da manutenção do imposto sindical. Olha, eu pensava que eu ia morrer sem ver esse quadro, pois sou de um sindicalismo, ao lado de muita gente que está no governo, como o presidente Lula, que pede o fim do imposto sindical há mais de 30 anos.
Interessante é que nessa hora os Mazoni da vida conseguem mobilização, o que não fazem mais em campanhas salariais e muito menos em eleições. Só me resta uma esperança. É o presidente Lula, que sempre defendeu o fim do imposto sindical, botar para correr esse povo que quer que os sindicatos vivam desmobilizados às custas do imposto sindical.
|