Um novo leitor que chega para ajudar a pensar a questão da guarda municipal armada. Um texto de puro bom senso, com argumentos irrefutáveis. É o Rodrigo Ronchi, que saudamos duplamente: por chegar até aqui e pelo raciocínio límpido sobre o controvertido tema. Vamos com o Rodrigo Ronchi, que vale a pena.
Diz ele: "Caro colunista Oleari, tomo a liberdade de enviar-lhe esta mensagem comentando a coluna em que você aborda o tema Guarda Municipal. Sabe, num momento em que o Congresso debate e a sociedade se envolve no desarmamento, realmente parece um contra-senso colocar mais homens armados em nossas ruas. Bem verdade que polícia desarmada só em London, o que ainda não é o nosso caso. Mas, o que me chama a atenção na coluna diz respeito aos Agentes de Trânsito.
Finaliza o Ronchi: "Aliás, se a presença da guarda municipal for a mesma dos Agentes, em cada esquina um Cosme & Damião, e com o mesmo fôlego de atuação, do tipo efetuar ronda no Triângulo das Bermudas pelas madrugadas multando os infratores, ótimo! Don Oleari, estaremos muito bem guardados mas, confesso, sinto receio se a Guarda será tão atuante quanto os agentes. Afinal, uma coisa é o poder do "bloco e da caneta", outra é o fogo, que nesse caso, pode ser cruzado. Abraços, Rodrigo W. Ronchi".
Muitos não querem
Meu caro Rodrigo Ronchi, é incrível e até inacreditável que o poder público municipal não pense assim. Você viu o calhamaço da mãezona A Gazeta mostrando que uma parte significativa dos guardinhas não quer manejar armas? Será que só o Luiz Sérgio Aurich não enxerga isso daí? Dissemos na coluna anterior: "O Aurich vai nos relevar, mas essa história está ficando meio estranha. Amanhã tem mais".
Amanhã é hoje. Perguntas chatas que vamos fazer ao Aurich publicamente: quantas armas serão adquiridas? quantos equipamentos de suporte serão adquiridos? qual será o estoque necessário com balas para abastecer todo esse arsenal? Quanta grana sua, minha, nossa, do povaréu da Lindacap que contribui pros cofres municipais, será gasta com tudo isso? De repente, tanta grana empregada em tantos e ótimos programas sociais da prefeitura de Vitória não surtiria maiores resultados?
Caríssimo Ronchi, brigadú pela presença e volte sempre, por favor, lembrando sempre o que você disse muito bem: estamos discutindo desarmar, fica meio estranho querer armar quem quer que seja. Meio, não. Muito estranho.
Dia mundial da água
Ampliando sua penetração - sua, nossa - para pontos nunca dantes penetrados, esta coluna acaba de cadastrar um novo correspondente. Trata-se do nosso preclaro leitor e colaborador Emanueldo, também associado do "Clube da Boa Música", que passa a ser nosso correspondente exclusivo em todo o território do Jardim Colorado, Jardim Asteca, Guadalajara, Novo México, enfim em toda esta ampla região de língua hispânica, por onde o Zorro andou cavalgando tempos passados com seu famoso cavalo.
Nem tão famoso assim, acabamos de descobrir gurinhamemo, pois nem nos lembramos mais do nome do cavalo do Zorro (*), o que, de repente, nem vai nos complicar na hora de prestarmos exames no Enem tô aí, até porque nois sóvamu no tracim e na cruiszinha, como anotou um dos examinados.
Concurso
(*) Vamos aproveitar para desafiar os conhecimentos históricos dos nossos brilhantes leitores lançando uma pergunta basiquinha. Respondam para o nosso endereço infernético o seguinte: qual era a cor do cavalo branco do Zorro? Os acertadores concorrem ao sorteio de uma barra de chocolate de 500 gramas. O ganhador, ao receber sua barra, deverá compensar nosso esforço intelectual com dois tijolinhos da barra - 50 gramas cada - por termos criado tão inventivo concurso. Se não chegarem pelo menos 10 respostas nós pulamos da nossa janela, que tem mais ou menos um metro de altura.
Sendo assim, vamos labutando, labutando, e pau no burro, outra coisa que nos constrange profundamente. Sabem por que? porque essa história de pau no burro, o burro mesmo não deve de gostar nada e vamos provar. Outro dia, estávamos parados perto de uma carroça, o burro do seu Jorge (*) abanou as sua zoreia - sua, dele - e comentou ainda meio sonolento: "Veja só, Don Oleari, a injustiça que cometem com a nossa classe obreira e trabalhadora. De vez em quando chega um mequetrefe aí e apela: "pau no burro". Poxa, Don, tanto bichim e bichinha pelaí e eles querem logo creo ninois, quisósomu burro de nome, ô? Injustiça". E deu uma relinchada.
(*) Não foi o seu Jorge que abanou as zoreia, gentem, foi o burro dele.
Naquela água
Eis a correspondência do nosso correspondente que correspondeu às nossas expectativas correspondentes. Na verdade, ele registrou o megaevento em cima do laço do cavalo do Zorro, mas estávamos naquela água naquele dia, além de apreciarmos muito ser diferentes dos demais que festejaram antes ou no dia.
(Bai Emanueldo, correspondente no Jardim Colorado e periferia) - Don Oleari,
a água é um recurso natural finito e sua quantidade per capita diminui a cada dia com o crescimento da população mundial e da degradação dos mananciais. O Brasil, como detentor de grande parte desse precioso bem, cerca de 18% da água doce do planeta, temresponsabilidades especiais sobre o seu uso, de forma a garantir a preservação da qualidade e da disponibilidade nos mananciais. Além disso, de todos os recursos naturais, a água, fonte inesgotável de vida, é o que tem maior interlocução com aspectos econômicos e sociais.
No entanto, nossos rios, lagos, banhados, reservatórios subterrâneos e outros corpos hídricos vêm sendo degradados por esgotos de variadas fontes, pela poluição industrial, pelo desmatamento em áreas de nascentes, de matas ciliares, por atividades agropecuárias em locais inadequados, pelo uso indiscriminado de agrotóxicos. A água contaminada prejudica a saúde física e social de todos.
Com o objetivo de salientar essa problemática e buscar soluções, a ONU instituiu, em 1992, o Dia Mundial da Água em 22 de março. O Dia Mundial da Água recorda-nos que devemos pensar nessa questão da água em termos globais e apoiar as iniciativas destinadas a dar acesso à água potável a todos os habitantes do planeta, onde quer que vivam. Vamos bebemorar! Forte abraço, Emanueldo de Jardim Colorado".
Bebemoremos, pois! Não sem lembrar que água é vida e, sobretudo, que não se consegue fazer uma boa cerveja ou um bom uísque sem uma boa água. Sarta um aí com quatro pedras de gelo, essiminino.
Blues Sociedade Acústica
Foi uma noitada e tanto a do lançamento da Blues Sociedade Acústica no Café Touché 4uarta passada. Cesar Távora, Eugênio Goulart, Cláudio França, Silvio Neto e Paulo Prot deram o exato tom do que serão todos os sábados de abril no Touché. Esta coluna e o "Clube da Boa Música" estiveram presentes, estando o principal redator acompanhado de Lena Mara Leite Gomes, Pedro Henrique e João Paulo Oleare e a nossa correspondente na Barra do Jucu, a ligadíssima Rhuana Maria dos Santos Ribeiro.
Quem esteve também desfrutando da ótima música da noite no Café Touché foi a nossa prezadíssima Daisy Oslegher Lemos, elegantíssima e charmosíssima. Bom atendimento geral na casa, conforme registramos para o eficientíssimo Edimar.
A tocha
Acabamos de ler gurinhamemo numa chamada de um saite da infernete o seguinte: Grécia acende tocha e esquece os problemas. Isso é que é. Pros gregos, uma tocha acesa faz esquecer seus problemas, mas dizem curdos e grosso que os gregos são mesmo chegados numa tocha há mais mil anos.
O que nos faz lembrar de um pessoal de Aimorés (MG) na divisa com Baixo Guandu (ES) que pensou em montar um jornal para cobrir essas duas cidades mais Itueta, detonada pela represa e ressuscitada mais acima, e Resplendor. O pessoal pensou, pensou, pensou e decidiu-se pelo nome do jornal, fixando de imediato seu eslogan. Ficou assim, ó, o nome do jornal: "A Tocha". Eles discutiram, discutiram, e chegaram ao eslogan definitivo: "Tudo o que os outros jornais não trazem A Tocha trás".
Mensagens
Fora as que chegam entupidas de W32, o vírus que detona mais do que aqueles malucos do fim do mundo cheio de bombas no cinto da calça, ficamos devendo respostas a um bando de queridos amigos e amigas que nos homensagearam na semana. Na 3erça a gente cai matando. A propósito, não percam nesta 2egunda-feira a edição de "O Som do Jazz", que estamos produzindo e apresentando em substituição temporária ao nosso Marien Calixte, a partir das 20 horas na 104.7. E logo após, às 22 horas, "Clube da Boa Música", o fino do fino da música popular do planetinha conturbado.
Trocatroca com a coluna:
donoleari@yahoo.com.br
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