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Século Diário
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| Rogério Medeiros
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Alemães
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Nazista tentaram assumir a liderança política
Segundo ainda Emilio Willems, uma fase decisiva na marginalização cultural dos teuto-brasileiros foi, sem dúvida, aquela em que os núcleos nazistas, estabelecidos em alguns pontos da colonização alemã, tentaram assumir a liderança das populações de origem germânica. Diga-se, no entanto, que no Espírito Santo foram muito poucos, raríssimos, mas o suficiente para trazer transtornos a uma população que se encontrava longe das áreas de conflito. Por isso a Segunda Guerra Mundial casou imensos transtornos na vida das colônias germânicas no Espírito Santo. As muitas discriminações iniciais evoluíram para a repressão quando saiu uma medida do governo proibindo o uso de língua estrangeira e seus dialetos no país, atingindo principalmente o culto nas igrejas luteranas. Os cemitérios foram invadidos por teuto-brasileiros para apagar as inscrições em alemão das sepulturas.
Prejudicou muito a cultura nas regiões, pois como disse o historiador Joel Guilherme Velten, descendentes que, como ele, nasceram nessa época, foram privados de aprender o alemão. Outros como Wernner Bruske, que dirige o grupo folclórico de Domingos Martins, responsabilizam essa época pela impregnação de um medo tão forte nas gerações posteriores, que muitos ficaram prisioneiros desse tempo. "Por isso", diz, "arriscamos pouco no que tange ao impulso que tem todo jovem de sair do seu lugar. Ficamos como prisioneiro do medo".
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