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Século Diário
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| Rogério Medeiros
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Alemães
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Romance escandaloso com um jagunço
Dona Marta escandalizou a região com um romance com um de seus capangas. Nasceu dessa ligação extraconjugal a filha Vitória Olga, conhecida como "a gorda ". Essa paixão abalou seriamente o seu marido João Sebastião, que um dia desapareceu de casa e só foi achado cinco dias depois pendurado numa árvore. Morreu por enforcamento. Para a maioria das pessoas que vive hoje em Vinte e Cinco de Julho, o marido foi assassinado a mando de dona Marta. Mas sua neta Lídia Wolkartt discorda frontalmente. Lídia, juntamente com uma bisneta de dona Marta, Emalina, são os únicos descendentes que ainda continuam morando em Vinte e Cinco de Julho, hoje uma vila pacata de uma rua só, que não possui mais de 50 casas, com uma igrejinha construída pela comunidade anos depois da destruição da outra pela fazendeira.
Lídia não tem qualquer dúvida de que seu avô suicidou-se por não ter insistido ao sofrimento pela perda da mulher. Além disso, segundo ela, suicidar-se era quase uma tendência de família. O pai de João Sebastiào havia se matado na Suíça e um filho deste com dona Marta, de nome Roberto, teve o mesmo destino, valendo-se do enforcamento.
João Sebastião era um imigrante suíço que veio para o Brasil em meados do século passado, em companhia de dona Marta. Ele nasceu em 1848 e ela, em 1850. Os dois vieram casados e entraram no país através da Colônia imperial de Santa Leopoldina (que mais tarde se transformou no município de Santa Leopoldina). Ele era um Wolkartt, enquanto que dona Marta era uma Schimith, cujo nome inteiro era Marta Emalina Adelaida Schimith Wolkartt.
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