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Século Diário
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| Rogério Medeiros
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Holandesas
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A crise do café foi o tiro de misericórdia
Foram os Vervloet, junto com os grandes comerciantes da região, que bancaram a estrada para Santa Teresa. Ela fazia parte do seu programa de expansão comercial, já que pretendiam dominar outra região do estado. A estrada foi financiada com um ágio que estabeleceram para cada saca de café comprada e era o que de mais moderno havia na época. Em 1919, os idealizadores da estrada se deram ao luxo de controlar o tráfego de veículos por telefone. Quando o carro partia, um funcionário avisava para o posto telefônico seguinte. Era necessária essa vigilância porque chovia muito na região e a estrada cortava três serras.
Interessante é que a expansão dos Vervloet veio em decorrência da experiência do seu patriarca João José, que entretanto nunca abandonou a região de Luxemburgo, onde havia iniciado suas atividades comerciais. Ao contrário, edificou um sobrado onde também realizava suas festas e seus banquetes. A atividade comercial no porto de Cachoeiro ele entregou a seu filho Jerônimo e seus sucessores. Seu casarão ainda continua de pé, imponente, sendo considerado um dos maiores monumentos da burguesia de Santa Leopoldina. Nele reside atualmente uma Vervloet casada com o luxemburguês Luiz Entringer.
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