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Século Diário
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Combate sem trégua
O assassinato de uma testemunha do caso Pagotto teve uma conotação que extrapola a simples queima de arquivo. Assume o caráter de provocação às nossas autoridades.
Acuados pelo combate tenaz às suas ações, os chefões do crime organizado estão partindo para retaliações. Com a ousada ação bélica que praticaram na semana passada, invadindo um ferro-velho para praticar covardes assassinatos, eles na verdade estão tentando intimidar aqueles que os combatem.
O alvo principal da provocação é, sem dúvida nenhuma, o secretário estadual de Segurança Pública, delegado Rodney Miranda, que vem mostrando eficiência e disposição de banir da nossa rotina os crimes de mando ordenados por ladrões do dinheiro público.
Na verdade, esses criminosos estão preocupados e apreensivos. A cada dia, a cada crime cometido, o secretário Rodney - que, apesar de jovem, é portador de uma extensa folha de serviços prestados à sociedade brasileira como delegado da Polícia Federal - está aos poucos conhecendo as manhas e artimanhas dos bandidos que nos infernizam a vida.
Faltou, é verdade, prevenção por parte dos responsáveis pelo inquérito que apura a morte do advogado Marcelo Denadai, ao permitirem que uma testemunha importante do caso ficasse vulnerável à ação dos bandidos. Mas é errando que se aprende.
E o secretário, como bom policial, já deve ter tomado as providências necessárias para que seus auxiliares cuidem melhor da proteção a testemunhas dos chamados crimes do colarinho branco. O acautelamento de testemunhas, está provado, é de fundamental importância para a elucidação de crimes bem planejados e executados.
Com a presença de um delegado competente no comando, a polícia capixaba já dá sinais de recuperação do desgaste que sofreu no governo anterior, quando ficou inerte enquanto apenas um projeto - de duvidosa eficácia - era implementado com vistas a dar maior segurança à população. Foram quatro anos de muitas promessas e poucas medidas práticas.
O tal programa - intitulado Pro-Pas - mostrou não ser suficiente para dar à sociedade a sensação de segurança de que tanto necessita. Por isso está passando por revisões.
O que está demonstrando eficiência é a ação coordenada das polícias - Militar, Civil e Federal - no combate ao crime organizado, no que vêm contando com a inestimável colaboração dos ministérios públicos Federal e Estadual.
A polícia está no caminho certo, não há dúvida quanto a isso. Se conseguir esclarecer rapidamente a ação armada que culminou na morte de uma testemunha do caso Denadai - como se espera -, terá dado a melhor resposta aos bandidos. Porque o crime organizado exige um combate sem trégua. E a sociedade quer que seja assim.
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