Maria
Helena Buarque Souza de Lima, 32 anos, solteira, fisioterapeuta, moradora da Praia do
Canto:
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"O parceiro ideal para mim poderia
ser definido como companheiro. Um homem que possua o mesmo nível cultural que o meu, pois
fica até difícil relacionar-se, manter um diálogo, quando há um desnível, o que
influi na escala de afinidades e gostos. Gostaria de um parceiro de vida não um
provedor mas que esteja no mesmo patamar profissional que eu. Quanto à aparência,
não é essencial, apenas ajuda. Presentemente, vivemos o mito do culto ao corpo, que tem
aspectos positivo e negativo. É positivo quando prioriza a saúde e negativo quando visa
exclusivamente à questão estética. Como qualidades pessoais, ressalto o caráter, a boa
formação moral e ética há uma corrupção generalizada no país e, no
momento, dá-se mais ênfase à educação, em detrimento da formação moral que está
esgarçada, solta. Um homem afetuoso, confiável portanto, fiel, pois entendo que o
conceito de moralidade já implica não trair seus princípios - com uma pitada de
ambição profissional. Sou uma pessoa racional: acredito que só o amor romântico não
segura nenhuma relação. Aliás, amor para mim é sentimento maior que engloba amizade,
respeito e cumplicidade".
Sheila da Costa Faro,
30 anos, casada há 12 com Renil Klippel, comerciária, duas filhas Brunna, com 2
anos, e Brunella, com 9 -, moradora do Bairro República.
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"O homem do XXI deverá ser
sobretudo companheiro. Para todos os aspectos da vida, incluindo-se o financeiro. Entendo
que as despesas da casa e a dos filhos têm que ser divididas. Seguem-se as
características: amoroso, fiel - acho que esse item faz parte da Ladainha dos
Impossíveis (ri gostosamente) - que tenha caráter, princípios e priorize a família. A
família deve vir sempre em primeiro lugar, especialmente os filhos. E, se for possível,
- por que não? - boa aparência, um corpo harmonioso, com destaque para um belo tórax,
mas não excessivamente musculoso. O que não tolero em um parceiro? Impaciência,
machismo e desonestidade. As bases de uma relação amorosa, no meu entender, são o
companheirismo, a cumplicidade e a confiança. Aliás (ri novamente, com certa timidez),
meu marido é quase perfeito.... só não o é porque perfeição não existe".
Rosiane dos Santos
Soresini, 32 anos, oficial de Justiça, solteira, formada em Administração de
Empresas e cursando o 4º ano de Direito, residente na Praia do Canto.
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"Pretendo do meu parceiro,
sobretudo, inteligência. Gosto de um bom papo, é fundamental, próprio dos homens que
têm cultura. Aprecio ser estimulada intelectualmente. Gostaria também que ele
desfrutasse de estabilidade profissional e emocional para ter equilíbrio. Em terceiro
lugar, cito a família. Um homem sendo família será bom marido, bom pai, porque já é
bom filho. E, ainda, que professe uma religião. Não importa qual, mas que tenha fé em
Deus, evidenciando ter formação religiosa. Sou espiritualista. Leio Allan Kardec, Brian
L. Weiss, entre outros. Quanto à aparência... as primeiras coisas que observo em um
homem são o olhar e o sorriso. É preciso ter dentes bonitos. Quanto ao corpo, que seja
harmonioso, mas não exibindo uma musculatura exagerada, artificial. E, claro, é preciso
que seja fiel, companheiro, amigo, carinhoso especialmente companheiro -, um
verdadeiro parceiro de vida. Se possível, que goste de viajar... adoro viajar! Sabe, não
olho para conta bancária, sou financeiramente independente, mas quero um parceiro
batalhador, estudioso, para crescer profissionalmente. E aí, sim, poderemos andar pela
vida de mãos dadas. Coisa que não tolero já fui noiva três vezes, sabia?
é ser cerceada por insegurança, ciúme excessivo de namorado que quer manter um controle
total e absoluto sobre minha vida, até mesmo sobre meu círculo de amigas. Ciúme e
insegurança do parceiro acabam impedindo o crescimento profissional de muitas mulheres.
Por isso quero um que me estimule a estudar, trabalhar... enfim, que vibre com meus ideais
de crescimento profissional. E pode apostar escreva aí eu não só quero,
como serei juíza de Direito".
Ana Paula de Souza
Gonçalves, 20 anos, solteira, estudante de marketing da Univila, trabalha na empresa
Carminha Correa Comunicações e reside em Jardim da Penha.
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"Olha... vou falar por ordem de
prioridades: 1º, ser fiel; 2º, ter maturidade, responsabilidade; 3º, um pouco de
romantismo; 4º, ser carinhoso, educado e cheiroso (cheiroso pode parecer bobagem, mas é
importante, sim); 5º, tem que ser companheiro para tudo - estudar, trabalhar, sair,
divertir-se, saber partilhar momentos bons e maus; 6º, ser batalhador na área
profissional e, ao mesmo tempo, esforçado para melhorar sua formação acadêmica para
obter sucesso e crescer na profissão; e, finalmente... saber conversar, pois valorizo um
bom papo, aquele jeitinho especial para conquistar uma garota. Mas, atenção: não
suporto playboy! Quanto à aparência, não precisa mesmo ser bonito, ter beleza exterior.
Se tiver essas qualidades, mesmo sendo feio, não terá a menor importância para mim. Das
características que não gosto ressalto a infidelidade, a mentira detesto homem
mentiroso , grosseria, brutalidade, má educação e homem-galinha, que fica
ciscando com todo mundo".
Judith Cruz Góes
Coutinho, 21 anos, solteira, jornalista, auxiliar de pauta da Rádio CBN, moradora da
Praia da Costa.
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"O perfil ideal do homem do XXI
soma várias características: ser gentil, trabalhador, honesto, afável, que estimule a
mulher profissionalmente sem ter ciúme do crescimento profissional da parceira e
romântico. Sou uma mulher romântica, gosto de receber cartas, flores e atenções.
Também é importante a fidelidade. Aliás, considero essa uma das qualidades mais
prioritárias. Não conseguiria conviver com uma pessoa que um dia me traiu. Quando estou
com uma pessoa, dou-me por completo, por essa razão exijo reciprocidade. Amor é
parceria, convivência. Sei que viver junto é difícil, daí a necessidade da pitada de
romance. Caso contrário o amor acaba quando não se cultiva o lado romântico. E, se não
houver romance, a relação não sobrevive! Quanto à aparência física, o que me atraiu
de início em meu namorado foram seus olhos verdes. Para falar a verdade, não me ligo
muito em corpo, a despeito do meu parceiro possuir um bem bonito. Mas não foi esse fato,
absolutamente, que determinou nosso relacionamento. Não gosto da idolatria atual à
estética corporal, o importante é o que está no interior da pessoa. Gosto, também, da
proteção masculina sem descambar para o machismo detesto machismo! pois
acredito, firmemente, que homens e mulheres são iguais. Meu namorado e eu temos planos de
casamento, mas ainda não definimos a data".
Mariana Cicatelli dos
Anjos, 22 anos, solteira, estudante de Letras Estrangeiras Aplicadas, na Sorbonne,
Paris IV, há 13 anos residindo na França.
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"Para mim, o tipo de homem ideal
seria o que sempre estivesse à escuta. Uma pessoa que respeitasse as escolhas da
parceira, um homem com quem eu pudesse compartilhar paixões e lazeres. Um companheiro de
verdade! Tão íntimo, tão cúmplice, que eu não precisaria refletir muito para dizer
algo, policiar-me, podendo ser natural, franca, agindo sempre com máxima espontaniedade,
sem nada de artificial. É difícil encontrar uma pessoa assim... Se achasse, ela passaria
a ser tudo para mim! Esse tudo quer dizer: melhor amigo, irmão, protetor como um pai,
parceiro na divisão de responsabilidades, inclusive a financeira. Acho errado quando as
mulheres vão a um restaurante e só os homens pagam a despesa. Quanto à aparência,
creio que ela funciona somente para a primeira atração. Esse item jamais seria o
critério para a escolha do homem da minha vida. Porque envelope como se diz na
França , cobertura só não basta. Para se viver junto é preciso muito, muito
mais! Aqui no Brasil, observo o fenômeno do culto ao corpo, que é muito marcante, e
inexiste no país onde vivo. O lado bom é a preservação da saúde não fumar,
não beber em excesso - mas há o lado ruim: com essa supervalorização do corpo muitas
jovens brasileiras acabam não se enquadrando nesse rígido modelo e sentem-se
discriminadas e infelizes. Na França, a relação com o corpo é diferente... talvez,
porque sendo o Brasil um país tropical, com tantas praias, o corpo fique mais exposto.
Acho que essa exacerbação do lado estético acaba levando as pessoas à
superficialidade. Por último, gostaria que meu parceiro fosse batalhador, guardando
ambições de crescimento intelectual e profissional. Acho muito importante que as pessoas
acreditem em si. É preciso sonhar alto, sim! O que não tolero são manifestações de
deseducação, violência e brutalidade. Que não se restringem à parte física. Há a
violência verbal, também!
Pronto, Angélica. Você acha que essa
geração de mulheres terá mais chances de encontrar o parceiro ideal do que a nossa?
Constato, surpresa, que a lista de exigências femininas - Sacros Numes! - triplicou. E
tem mais: algumas expectativas revelam-se até mesmo conflitantes. Observe: querem um
relacionamento que conjugue componentes próprios de uma relação romântica simbiótica,
fechada, com elementos típicos de relação livre, aberta, onde a individualidade é
preservada. Paradoxal, não? Falam em companheirismo, cumplicidade e parceira que
sempre implica em ceder alguma coisa - mas enfatizam não aceitar nenhum tipo de
cerceamento! Não bastasse esse imbróglio... a velha fidelidade monogâmica
renasceu com força total: aliás, está em cotação máxima! Sei não, Angélica... Ou
esse novíssimo homem do XXI terá que se reformular por inteiro (suspeito que até
geneticamente!) ou pode apostar! - sérios problemas à vista. Melhor é
acompanhar, com nossos já experientes e observadores olhos, cumprindo à risca o
ensinamento do gênio Einstein: "Jamais penso no futuro. Ele chega logo". Pois
quando o futuro chegar e já não chegou?! Não estamos a estrear o Século das
Mulheres?! - a gente vê como fica...
Beijos. Espicaçados por intensa
curiosidade
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