Vitória - ES- ANO III - Nº 26 - Abril - 2002
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Abril/2002 - Nº26

Século Diário
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Reportagens
O exterminador do passado Mulheres na estrada
Tião Fonseca aprendeu com a pai a mexer com ferramentas. Menino ainda, gostava de rabiscar as paredes do seu quarto. Hoje é um consagrado artista plástico por suas esculturas criadas em madeiras e troncos de árvores.
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Elas são estudantes ou profissionais liberais. Jovens, antenadas e sensíveis. Algumas estão na estrada já há algum tempo, outras iniciaram carreira mais recentemente. São cantoras e instrumentistas que têm a alma repleta de chão.
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As cidades e sua gente

Choro e alegria

Um importante pólo de confecções, com nada menos de 700 empresas, faz a diferença. E Colatina se destaca na economia capixaba pela pujança de sua indústria, bem como pela intensa movimentação dos negócios com café.

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Concebida nos jogos de roda das tribos da África, nascida e criada no Brasil, a capoeira hoje está presente oficialmente, com campeonatos e organização, em 40 países – na América, Europa, Ásia e África.

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Esporte por Esporte Capixaba de Sucesso
Um grande craque do futebol capixaba, um goleador, mas pouquíssimo interessado no profissionalismo. Tom, o homem-gol, foi sempre um amador. Talvez por isso não tenha sido o ponta-esquerda da Seção do Brasil em 50.
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Tião Fonseca aprendeu com a pai a mexer com ferramentas. Menino ainda, gostava de rabiscar as paredes do seu quarto. Hoje é um consagrado artista plástico por suas esculturas criadas em madeiras e troncos de árvores.
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Nosso primeiro marqueteiro Privilégio de Poucos
Kinkas usou a intuição e um talento de que nem ele mesmo suspeitava para fazer história política no Espírito Santo, ao detonar do poder as oligarquias que dominavam o Estado. Foi graças a ele que Francisco Lacerda de Aguiar, o Chiquinho, chegou ao governo.
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Meio ambiente preservado, mais qualidade de vida, trabalho e renda garantidos. Agora, mais que nunca, vale a pena viver (e morrer) em Regência, que se beneficia de um Plano de Desenvolvimento Sustentável, o primeiro do Estado.
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  DO EDITOR

Repórter em campo minado


Numa guerra aberta, declarada, o repórter se arrisca com a perfeita consciência dos perigos. Se preciso, paga com a própria vida por sua ousadia e coragem, como tem ocorrido em vários conflitos armados mundo afora. Agora, numa guerra suja, sem quartel – como se desenvolvem os embates travados pelo sindicato do crime –, é justo, desejável até, que ele (o repórter) se preserve para poder contar sua história no momento oportuno.

Foi assim, cercado de toda a segurança possível, que Rogério Medeiros acompanhou, a partir de meados da década de 60, os passos de homens imbuídos de um único propósito em suas atribuladas trajetórias em terras capixabas: matar. E que acabaram como suas vítimas: riscados do mapa.

Com todos os personagens da história já falecidos, Rogério pôde, então, usar o material com que hoje nos brinda em mais de suas narrativas, dissecando a figura de uma autêntica lenda do mal – o tenente José Scárdua, muito provavelmente o tiro mais certeiro da história de crimes do Estado. Um homem frio, calculista, que não tremia diante do perigo nem pensava duas vezes antes de puxar o gatilho. Alguém que poderia ostentar, com toda propriedade, o título de enviado do demônio. Pois esse tenente do diabo teve morte inglória para um matador afamado. tombou sobre a cadeira de um barbeiro que freqüentava habitualmnente aos sábados, fulminado por tiros disparados por pistoleiro travestido de mendigo.

Foi como naqueles filmes de mafiosos em guerra, em que não faltam barbearias e lavanderias como cenários de mortes brutais e covardes. E foi também como num filme que Rogério viveu aqueles tempos de violência. Um dos episódios vividos pelo jornalista ilustra bem esse aspecto do seu trabalho. Em 1966, na busca de informantes ligados ao sindicato do crime no ES – que pudessem ajudá-lo na tarefa de rasgar o véu de mistérios sob o qual se ocultavam os matadores –, ele foi dar com os costados em Baixo Guandu, domínio de Antônio Pinto, apontado como o mandante do assassinato de Scárdua.

Rogério não encontrou os informantes e resolveu procurar o pároco local, padre Alonso, um velhinho de olhar desconfiado que acabou por entregá-lo aos bandidos. Quando voltou à pensão em que se hospedara, foi visitado por um advogado da cidade, que secamente o advertiu: “Some daqui, rapaz, senão vai sobrar pra você”. Rogério não questionou o mensageiro e deu o fora. Ainda bem que o fez. Do contrário, não haveria história para contar. E os leitores de SÉCULO estariam irremediavelmente privados do contato com mais este sensacional relato do jornalista.

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