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Veja a graduação das conseqüências ao ingerir bebidas alcoólicas


Alexandre Alves

"Se beber, não dirija. Se vai dirigir, não beba." A frase é conhecida pelos motoristas brasileiros, mas poucos realmente conhecem as graduações das conseqüências quando consomem bebidas alcoólicas. O policial Rodoviário Federal Marco Antônio Mahl disponibiliza na sua página na internet (www.bafometro.hpg.com.br) informações sobre a absorção e concentração alcoólica no corpo humano. E, de forma inédita no Brasil, oferece um teste denominado bafômetro virtual (Sistema Virtual do Teste de Bafômetro - SIVITEBAF) para você calcular os seus limites ao ingerir bebidas alcoólicas. A homepage também aborda a legislação que envolve o assunto.


Fatores influentes

Entre os fatores influentes na concentração alcoólica corporal, destacam-se as características físicas das pessoas. As mulheres, por exemplo, têm uma maior proporção de gordura e atingem maiores concentrações de álcool no sangue. Já com relação ao peso, quanto maior a massa corporal, maior será a quantidade de água e mais diluído ficará o álcool. A altura e idade influenciam menos na variação alcoólica. O tempo é um fator muito importante porque o corpo humano metaboliza (principalmente através do fígado), elimina (pelos pulmões e urina) e excreta (pelos rins e suor) o álcool.
Quanto maior a presença de alimentos no estômago, menor será a taxa de absorção de álcool. E, claro, a quantidade de bebida alcoólica tem grande influência, pois, quanto mais bebida ingerida, mais álcool é introduzido no corpo. A graduação alcoólica de 5% em volume em uma lata de cerveja de 350 ml, por exemplo, significa que 17,5ml são álcool. Se a graduação for alta, será mais rapidamente absorvida pelo corpo, pois o volume total levado ao estômago será menor que se fosse ingerida a mesma quantidade de álcool em uma bebida de menor graduação alcoólica.


Sintomas

Dirigir sob a influência de álcool em concentração igual a 2 decigramas por litro de sangue reduz a capacidade de realizar problemas complexos e a pessoa sente uma pequena tensão e calor, causando uma falsa estimativa de distância e velocidade. É o início do risco de acidente. Com 5dg/l o motorista está mais excitado, a fusão ótica das imagens é perturbada e a sensibilidade diminuída, gerando dificuldade de coordenação. Ao atingir 6dg/l, limite máximo permitido por lei para condutores de veículos no Brasil, o tempo de reação já é mais demorado e o risco multiplicado por 4.

A memória fica debilitada com 8dg/l, a pessoa exagera nas coisas e fala alto. Há a dificuldade definitiva na coordenação e julgamento. Com 15dg/l o ser humano está realmente bêbado, sentindo vertigens, náuseas e sonolência. Os reflexos estão mais alterados e a condução muito perigosa. O risco aumenta em vinte e cinco vezes.

Ingerindo 20dg/l, a pessoa tem problemas para falar e vê coisas duplas (diplopia). A condução é perigosíssima. Com 30dg/l, o motorista está completamente bêbado e não sabe o que acontece ao seu redor. Entre 35 e 40dg/l, a pessoa fica incosciente em embriaguez profunda e a condução é impossível. É grande o risco de causar lesões cerebrais, até mesmo a morte. Acima de 40dg/l, o ser humano morre.


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